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Arte equestre domina Festival de Monte-Carlo

 

Cartaz do Festival de Monte-Carlo, em Mônaco

Ivy Fernandes,

De Roma

A edição deste ano do Festival Internacional do Circo de Monte Carlo foi dedicada a arte equestre. Durante dez dias, os melhores e mais famosos artistas circenses do mundo se apresentaram para um público que compareceu em massa ao Principado de Mônaco. Os dois principais prêmios do evento, os Clowns de Ouro, foram ganhos pelo Circo Nacional da Suíça Knie e pela dupla Martinez Brothers.

O 44.º aniversário do festival, que abre tradicionalmente o ano cultural de Monte Carlo, foi realizado de 16 a 26 de janeiro. O circo, com capacidade para 3.500 espectadores, registrou lotação esgotada para todos os espetáculos. O evento, que apresentou dois programas diferentes, cada um com duração de cerca de quatro horas, contou com a participação de 120 artistas de 16 nacionalidades.

O presidente do júri internacional foi o produtor e artista russo Già Eradze. A direção artística ficou a cargo de Urs Pilz. Eradze, auxiliado por circenses e profissionais do setor, selecionou os grupos que disputaram os cobiçados prêmios do festival, como os Clowns de Ouro, de Prata e de Bronze, e ainda os de Crítica, de Público e da Prefeitura de Monte Carlos, entre outros.

Pils elaborou um show bonito de se ver ao unir artes acrobáticas, evoluções aéreas, ilusionismos, malabarismos, contorcionismo, clowns internacionais e animais (cavalos de várias raças, brancos e negros).

Equílibrio no arame foi um dos números mais aplaudidos

Todos os espetáculos foram acompanhados por uma orquestra afinada. Foi difícil para o júri selecionar os ganhadores dos prêmios mais cobiçados em três categorias neste ano. O Circo Nacional Suíço Knie, fundado em 1920, e a dupla Martinez Brothers ganharam o principal prêmio do festival, o Clown de Ouro.

Circo Knie, da Suíça, com a arte equestre ganha o Clown de Ouro 

Queridinhos do público

Júri, crítica e público foram unânimes na escolha do Circo Knie. Eles apresentaram um número com sete cavalos frisson holandeses em liberdade e um carrossel com 30 animais comandados pelo especialista em arte equestre Maycol Errani, marido da artista Geraldine Knie, que conquistou o público. Um dos jovens da família de treinadores Ivan Pellegrini Knie apresentou um número ‘doppia posta’, que também foi muito aplaudido. A companhia levou ainda o Prêmio do Público.

Cavalos brancos do Circo Knie invadem o picadeiro

A dupla David e Arashi, o primeiro colombiano e o segundo de origem asiática, que integra a trupe Martinez Brothers, levou o outro Clown de Ouro, com a apresentação de jogos de Ícaro, em que um deles, com as costas apoiadas no solo, faz o outro realizar, apoiado nos pés, complicados exercícios. Em outro número, com saltos mortais realizados a mais de 8 metros de altura, deixaram o público de boca aberta. 

Trapezistas do Tunisiam Group foram aplaudidos de pé

Os trapezistas voadores do Tunisiam Group, que mostraram salto quadruplo mortal, foram aplaudidos de pé e receberam o Prêmio Ex-aequo.

Henry Ayala, palhaço venezuelano, e sua trupe levam o Clown de Prata 

O palhaço venezuelano Henry Ayala e a excelente troupe de equilibristas Ayala conquistaram o prêmio Clown de Prata com o dificílimo número de funâmbulo executado a cerca de 8 metros de altura.

Elogios

Também foram muito elogiadas as apresentações da Efimov Troup e da companhia Dandy”s Trio, que, sob a direção de Alexander Grimailo, ganharam o cobiçado Clown de Bronze.

O público elogiou as coreografias apresentadas pela Companhia de Teatro do Circo Bingo (Ucrânia) e da Academia de Circo de Kiev.

 

Família Knie celebra o Clown de Ouro com o príncipe e princesas de Mônaco

Ao fim do festival a princesa Pauline Ducret deixou o desafio para os futuros potenciais artistas participantes do festival: “Neste ano entregamos o Clown de Ouro e festejamos o Circo Nacional Knie, que é considerado pela alta qualidade, elegância e bom gosto dos seus espetáculos, um emblema da Suíça.” Mas, salientou um desejo que gostaria de realizar: “Ainda não existe nenhum Clown de Diamante, que gostaríamos de entregar.

Objetivo: impulsionar a arte circense 

O Festival Internacional do Circo de Monte Carlo, o evento mais importante do mundo dedicado à arte circense, foi criado pelo príncipe Raniere em 1974 com o objetivo de impulsionar a arte circense na Europa.

Pauline Drucret, sua mãe princesa Stephanie e o príncipe Alberto no Festival 

A mesma paixão por essa arte é mantida por seus filhos, o príncipe Alberto e a princesa Stephanie. E agora com a princesa Pauline Ducret, filha de Stephanie, que estreiou como artista circense aos 5 anos de idade, convidada por um domador de elefantes.

Pauline resolveu em 2011 ampliar o apoio a arte circense e criou o Festival New Generation, destinado a revelar e abrir espaço para jovens circenses. A 9.ª edição do festival foi realizada nos dias 1 e 2 de fevereiro também no Esapce  de Fontvieille. 

Foto de capa – Lona do Festival de Circo de Monte-Carlo, em Mônaco / Foto Divulgação

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