Arte em Movimento

Aviadores são acrobatas palhaços em “Vaiqueuvoo”


Os três aviadores brincam com seus pequenos aviões

 

Piadas misturam história com acrobacias

Mônica Rodrigues da Costa

É uma proeza no duplo sentido contar histórias cômicas com acrobacias, como faz o grupo Irmãos Sabatino em “Vaiqueuvoo”. Entre as piadas apresentadas, os artistas espargem água na plateia, solicitam curtas interações e fingem que vão cair durante os números aéreos. Errar e brincar com símbolos da ginástica esportiva são outros recursos explorados.

O enredo é difícil de ser decodificado, mas, em especial, as crianças se divertem com os números de ginástica e circo no espetáculo.

A história representa os aviadores desempregados depois no período das duas Guerras Mundiais do século passado. Eles aterrissavam em campos nos Estados Unidos e mostravam, ao custo de três dólares, acrobacias em pleno voo em aviões biplanos.

 

Os aviadores no chão fazem movimento do avião

 

No espetáculo, os três integrantes André e Martin Sabatino Caldeyro e Marcos Porto mostram nos figurinos (de Rosângela Ribeiro) que são aviadores. As indumentárias são parecidas com as dos ex-soldados, mas com design contemporâneo. Boa solução de camisas de malha sem mangas libera os movimentos do elenco.

 

 

As acrobacias de solo e aéreas, na báscula e no quadrante, são o forte de “Vaiqueuvoo”. Os artistas também realizam o famoso número da cascata. O espetáculo começa no solo, na báscula, que se transforma em uma réplica de um avião biplano.

 

Cai a calça de um aviador e ele mostra o Piu Piu, personagem famoso de desenho animado

 

Os volantes André e Martin se lançam no ar. O também volante e aparador Marcos Porto apoia os ginastas. Os três giram nas barras do quadrante e voam até que os números acabam nos colchões. André e Martin exibem números sincronizados, giram em 360 graus na barra e dão vários saltos mortais.

As cenas de montagens e desmontagens dos aparelhos à vista do público, conforme Rosângela definiu durante um ensaio, “aproximam o circo da linguagem do teatro”.

 

Os aviadores em movimento

 

O grupo Irmãos Sabatino se destaca por recriar com excelência o número clássico das bailarinas no trapézio, vestidas para dançar cancã, da companhia La Mínima – com Fernando Sampaio e Domingos Montagner –, no espetáculo “Can Can Volant”.

Quatro bailarinos palhaços e acrobatas, interpretados na última montagem por André e Martin Sabatino, Claudio Costa e Marcos Porto, penduram-se num mesmo trapézio e fingem que estão com medo e que vão cair. Embolam-se e se equilibram nas alturas.

 

Em cima da barra os três aviadores

 

“Can Can Volant” foi concebido pelo grupo La Mínima duas décadas atrás, por Fernando Sampaio e Domingos Montagner, que ensaiaram os Irmãos Sabatino e companhia. O quadro foi originalmente apresentado por Montagner, Felipe Matsumoto, Sampaio e Costa.

 

Ficha técnica

Criação: Irmãos Sabatino (André e Martin Sabatino Caldeyro) / Direção: André Sabatino / Elenco: Martin Sabatino Caldeyro, André Sabatino Caldeyro e Marcos Porto / Trilha sonora: Pedro Assad / Figurino: Rosângela Ribeiro / Cenário: André Sabatino / Duração: 45 minutos. Livre.

Espetáculo esteve no Sesc Itaquera de 10 a 12/05

O espetáculo “Vaiqueuvoo” foi apresentado no Sesc Itaquera em 10, 11 e 12/05. Preço: Grátis. Classificação: Livre.

 

Clique aqui para ler o comentário do Panis e Circus sobre “Can Can Volant”

Clique aqui para acessar o site dos Irmãos Sabatino.   

 

Postagem – Alyne Albuquerque

 

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