Arte em Movimento

Cachimônia: convite à reflexão entre riso e risco

 

Maíra Campos e Daniel Pedro em Cachimônia / Paulo Barbuto

 

Da Redação 

 

Cachimônia é o novo espetáculo da cia. Artinerant´s  e que vai estar nesse sábado, às 16 horas, no Teatro Flávio Império, à avenida Professor Alves Pedroso, 600, Cangaiba. 

Cachimônia – que quer dizer tudo relacionado a ‘cachola’ (cabeça) fala da noite de embriaguez e delírio de um casal no campo. Tem direito a máscara de cabra da personagem interpretada por  Maíra Campos, salto alto com lantejoulas em dança de Daniel Pedro, mãos, braços e cabeça de manequim, sob o signo da acrobacia e equilibrismo, tudo misturado com humor e música.

O cenário e aparelhos como o do equilíbrio foram criados especialmente para o espetáculo para passar a ideia do cotidiano de um casal envolvido em névoa de sonhos no meio rural. 

Cachimônia é o terceiro espetáculo da Artinerant´s – companhia criada por Daniel Pedro e Maíra Campos – ambos integrantes do Circo Zanni. Os dois outros espetáculos da companhia são Vizinhos e Balbúrdia – dirigidos por Lu Lopes, a Palhaça Rubra. 

Em Cachimônia a direção é dividida entre Lu Lopes e o argentino Tato Villanueva. 

Maíra Campos e Daniel Pedro viajaram para o Uruguai, em janeiro desse ano, no trailer do Artinerant´s, com o filho Raul, 3 anos, para a cidade de Paloma, no Uruguai, onde se apresentava o Circo Migra com a participação de Tato Villanueva. Lá, o trio deu andamento ao processo de criação de Cachimônia. 

 

Daniel Pedro segura garrafas de leite para Maíra Campos andar sobre elas / Asa Campos

 

De volta para o Brasil no final de fevereiro, retomaram os ensaios  com Tato Villanueva (que estava no país) e depois com Lu Lopes. 

 

Vestida de cabra para equilibrar o riso e o risco / Asa Campos

 

Em Vizinhos, primeiro espetáculo da Artinerant´s, o público se diverte com o cotidiano de um homem e de uma mulher que dividem um espaço em que os objetos domésticos se transformam e assumem funções diferenciadas, flertando com o surrealismo. É o caso de um sofá que vira trampolim, de um livro que queima na mão do leitor, de um ‘fio’ de varal que é usado para equilibrismo. 

 

Ironia de mãos e cabeça de manequim em cena / Paulo Barbuto

 

Em Balbúrdia, o espetáculo interpreta as reações masculina e feminina diante dos acontecimentos sob o prisma do humor. É o caso do homem (Daniel Pedro) que usa um maçarico em cena que produz barulho e faíscas enquanto a mulher desce por cordas ao som de música clássica – quase operística. Contraste e confrontos. Mas, no final, ao descer das cordas de ponta cabeça ela encontra o ombro do companheiro de travessia do cotidiano. 

 

Música para ouvidos em meio a sobressaltos de Cachimônia / Asa Campos

 

Agora, Cachimônia dá as cartas no xadrez do dia a dia do casal e, ainda que possa soar como chavão, é mesmo fecho de ouro da trilogia da Artinerant´s. 

Vale a pena conferir no Teatro Flávio Império nesse sábado. 

Ficha técnica


Direção: Lu Lopes e Tato Villanueva
Elenco: Daniel Pedro e Maíra Campos
Direção de Arte: Joana Lira

Figurino: Artinerant’s
Desenho de luz: Dodô Giovanetti
Cenotécnica e contrarregragem: Edimar Santos
Trilha Sonora: Artinerant’s, Fê Stok e Lu Lopes
Produção: Marina Ferreira

 

Cena de Cachimônia, com Daniel Pedro e Maíra Campos / Divulgação

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