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Festival de Circo de Piracicaba atrai 60 mil pessoas

 

Artistas apontam para o cartaz do Festival de Circo de Piracicaba

 

Fernanda Araujo, especial para Panis & Circus

Mais de 60 mil pessoas prestigiaram o 11º Festival Paulista de Circo, em Piracicaba, interior de São Paulo, e que registrou crescimento de público de 50% em relação à edição anterior. O resultado reafirma a tendência natural da cidade como polo cultural e artístico da região.

Durante cinco dias, de 5 a 9 de setembro, o público de Piracicaba e de regiões próximas teve acesso gratuito a 50 atrações, pôde conferir apresentações de circos tradicionais e contemporâneos e participar de oficinas de formação e da maratona de mágica, que conquistaram os participantes.

A parte principal do festival ficou concentrada no espaço cultural do Engenho Central, próximo da Rua do Porto. Mas para atender à demanda da cidade por espetáculos, a exemplo de anos anteriores, inúmeros bairros foram visitados por artistas com montagens itinerantes.

 

Cena da dupla de acrobatas no festival

 

 

Para Elena Germani, gerente de Comunicação da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), que coordenou o festival, “o evento se consolidou na cidade por levar a alegria e a magia do universo do circo”. Segundo Elena, “deu para sentir o quanto as pessoas de Piracicaba e da região, que também aproveitaram para curtir a programação, se entregaram durante esses dias. O festival é sempre muito bem recebido e muito esperado. É fascinante!”.

 

Alunos da rede pública de ensino no Festival de Circo em Piracicaba

 

 

O evento foi aberto oficialmente na noite do dia 6, com o show “Os Reis da Gargalhada”, sob a direção de Jairo Mattos. Mas a produção reservou o dia 5 e mais o dia 6 para apresentações destinadas a alunos da rede pública de ensino.  

 

Maratona de Mágica no evento

 

As lonas principais – Arrelia, Pimentinha e Piolin – foram armadas na área do Engenho Central, que também recebeu o Palco Figurinha. A concorrida maratona de mágica, organizada por Ricardo Malerbi, ocupou o Teatro Erotides de Campos.

Voltadas para iniciantes e profissionais, as oficinas de formação foram coordenadas pela experiente trapezista Erica Stoppel, do Circo Zanni, e ministradas pelos professores Alex Marinho, Marcos Porto e Max Rocha. As 80 vagas ficaram distribuídas em quatro modalidades: pole dance e equilíbrios; acrobalance; pirâmides humanas; e báscula coreana.

 

Palhaça Rubra ganha aplausos da criançada

 

As atrações mais disputadas pela criançada foram o Circo de Teatro Tubinho e a Palhaça Rubra. O Circo Amarillo também ganhou aplausos e destaque.

Entre os grupos que participaram pela primeira vez do evento estão A Trupe Lona Preta, Circo Miller e Circo di SóLadies. “Todos os anos procuramos expandir e levar novos grupos ao festival”, explica Elena.

Trupes tradicionais como a da família Stankowich, e Palhaços Sem Fronteiras, com propostas mais abrangentes, voltados a apresentações em campos de refugiados, abrigos e alojamentos, e o Circo de Ébanos, que tem como mote a cultura afro-brasileira, suas origens e criações, também fizeram sucesso.

 

Apresentação do número da lira

 

 

Movimentação

A internet foi muito utilizada pelos organizadores para a divulgação do evento. “As pessoas nos procuraram muito em nossas redes sociais para perguntar sobre o evento. A cada post, as pessoas marcavam os amigos e os familiares para que todos pudessem se organizar para vir”, disse Elena.

 

Equilíbrio no arame na ponta dos pés

 

Um dos assuntos mais comentados no Facebook, após o evento, o projeto do circo itinerante na Kombi beneficiou os bairros Cecap, Parque Piracicaba, Santa Fé e Vila Sônia. A ação circulante do festival não foi uma novidade, mais continuou fazendo a alegria dos moradores de áreas menos centrais.

 

A longa história de Piracicaba com a arte circense

 

Piracicaba tem tradição e várias histórias relativas à arte circense. Em 1891, por exemplo, o Circo Fluminense, de Jorge de Carvalho, fixou sua lona no Largo de São Benedito, com “cabritos sábios em seus difíceis equilíbrios e saltos”, conforme o primeiro tópico do programa.

Tempos depois, no ano de 1914, a cidade recebeu o Circo de Jean François, que já havia percorrido a Argentina e o Uruguai. O espetáculo foi muito apreciado pelo público, mas o que mais sensação causou e mobilizou os piracicabanos foi a fuga dos cães amestrados. Eles acabaram capturados por um oficial da prefeitura, que prendeu os bichos no curral do Conselho.

Mais informações sobre como eram os circos do século 19, publicado no site A Província, podem ser obtidas no seguinte endereço: https://www.aprovincia.com.br/memorial-piracicaba/especial/como-eram-os-circos-na-piracicaba-do-seculo-19-2-4690/

 

Cartaz da 11ª edição do Festival Paulista de Circo

 

Agradecimento

O Panis & Circus agradece a Associação Paulista dos Amigos da Arte – APAA por liberar as imagens do fotógrafo Adriano Escanhuela especialmente para esta matéria.

O festival de circo acabou, mas outro evento tradicional do município, o Salão Internacional do Humor, realizado desde 1974, segue em cartaz na cidade até o dia 14 de outubro. Para saber mais basta acessar o seguinte endereço – http://salaointernacionaldehumor.com.br/

 

 

Legenda Foto de Capa: Cena da 11ª edição do Festival Paulista de Circo em Piracicaba

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