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Circenses comentam “Dia do Palhaço”

 

Palhaça Rubra e a trupe de palhaços cantam e dançam no Municipal/Foto Asa Campos

 

Bruno Edson e Tabajara Pimenta aparecem na tela do Municipal

Fernanda Araujo, especial para Panis & Circus

Em narração gravada em vídeo por respeitáveis circenses tradicionais como Bruno Edson e Tabajara Pimenta – e apresentada em uma grande tela – foi contada a saga de Estevão Regino, proprietário do Circo Regino, que desembarcou no Brasil em 1808, junto com a família real. Essa narração fez parte do espetáculo “As aventuras Alucinadas do Circo Regino”, em comemoração ao Dia do Palhaço, que lotou o Theatro Municipal, em 10/12.  

Na realidade, o Circo Regino nunca existiu. Tratou-se de recurso narrativo inventivo para encaixar diferentes atrações do circo tradicional e contemporâneo em um único espetáculo que teve direção de Rodolfo Garcia Vásquez (Os Satyros) e roteiro de Hugo Possolo (Parlapatões) e foi apresentado pela Palhaça Rubra.

Panis & Circus conversou com circenses, presentes à apresentação do espetáculo, e que contaram um pouquinho de sua história real.    

 

Bruno Edson, 75 anos

“Comecei no circo do Nhô Pai, aos oito anos. Mas um dia meu pai chegou lá e falou pro dono: ‘Tá tudo muito bom, mas o que o menino precisa é estudar’. Assim eu saí do circo, estudei, até que mocinho o circo do Dedé Santana passou na minha cidade, em Itabira, Minas Gerais. Dedé nem era dos Trapalhões. Então eu conversei com a responsável, dona Ildomar Pimenta, e não parei mais”

 

Tabajara Pimenta, 79 anos, com a filha e a neta

“Como a minha família era de circo, minha mãe teve um filho em cada parada. Eu nasci em Três Corações, Minas Gerais. Mas tenho um irmão de cada estado: Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Amazonas. Aos 13 anos comecei a viajar com meu tio Antenor Pimenta, no Circo Teatro Rosário. Eu era o Homem Foca”

 

Milton Fabbri, 77 anos

“Como toda criança, o primeiro passo foi saltar. Eu fazia o número de percha (aparelho usado no equilibrismo) frontal com Abelardo Pinto Sobrinho (sobrinho de Piolin). Ele me carregava na testa, sobre uma vara de oito metros de altura. Trabalhamos 24 anos juntos. Apesar da alta periculosidade, só caí duas vezes – e em pé“

 

Marlene Querubim, fundadora do Circo Spacial

“O palhaço é a figura mais simbólica do circo. Então começamos a fazer campanhas para ressaltar essa figura e para a alegria das crianças”

 

Verônica Tamaoki, coordenadora do Centro de Memória do Circo

“Eu adoro todos os palhaços, mas o do coração é o Picolino. Com ele escrevi o livro do Circo Nerino. Ele foi meu professor, meu mestre”

 

Gustavo Guimarães, Cia. Catraca do Riso

“É minha primeira apresentação no Municipal e estou emocionado de fazer o Tchu Tchu aqui com a Rubra e esse pessoal maravilhoso”

 

Homenageados na noite 

Foram também homenageados no Dia do Palhaço, os tradicionais circenses:  Amercy Marrocos, Ana Garcia, Antonio Santoro, Antônio Stankowich, Ari Rabelo, Bacalhau, Benedito Esbano (Picoly), Brasil Queirolo (Pururuca), Brasil Sepuveda, Bruno Edson, Dayse Seyssel, Edméia, Franco Alves Monteiro (Xuxu), Gachola, Gringa, Índia Flecha Ligeira, Jane Fabri, Jeanine Knochanet, Jorge Marzer, José Wilson, Laudi Militelo Fernandes, Lisete Orfeu, Luiz Antonio Jardim, Mágico Jeff, Marlene Querubin, Marília de Dirceu, Milton Fabri, Mingau, Negra, Pepin e Florzita, Reco Reco, Roger Avanzi (Picolino), Rosana Jardim, Rosicler Temperani, Rokan e Ranny, Roberto Tapia, Saadia Marrocos, Seu Benedito, Sílvia Stewanovish, Tabajara Pimenta, Tânia Marrocos, Toríbio Pereira, Vic Militelo, Zé das Gatas, Zoltan Guarany.

 

Postagem – Alyne Albuquerque

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