Picadeiro

Veja a retrospectiva do festival Circos feita pelo P&C

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Da Redação

Panis & Circus acompanha Circos – Festival Internacional Sesc de Circo – desde a 1ª edição, em maio de 2013. A 6ª edição encerrou no domingo, 4 de setembro, com três espetáculos La Trattoria, às 15h;  Cachimônia, às 19h; e Retumbantes, às 21h.

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Circos 2021 foi realizado totalmente on-line para que todos pudessem conferir as atrações de qualquer canto do mundo, de forma segura. Foram 50 atividades, entre 11 espetáculos (4 estreias mundiais e 9 gravados ao vivo) e um curso de palhaçaria. Todas as atrações foram transmitidas, gratuitamente, pelo canal da instituição no Youtube: https://www.youtube.com/SescSP

Foram realizadas seis edições de Circos até agora – três anuais (2013, 2014, 2015) e três bianuais (2017, 2019 e 2021).

Acompanhe a retrospectiva das reportagens de Panis & Circus sobre o Festival Internacional Sesc de Circo.    

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1ª edição – 2013

Roger Avanzi, o Palhaço Picolino, na 1ª edição de Circos

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Na 1ª edição, realizada de 2 a 12 de maio de 2013, o evento abordou as construções narrativas da linguagem e reuniu espetáculos de seis companhias internacionais e 18 nacionais em seis unidades do Sesc São Paulo – Pinheiros, Santana, Belenzinho, Bom Retiro, Itaquera e Ipiranga.

Em entrevista ao Panis & Circus, Abram Szajman, presidente da Fecomércio e do Conselho Regional do Sesc São Paulo, afirmou que o “Sesc foi reconhecido como um local de fomento e desenvolvimento das artes circenses. O Festival foi exitoso em apresentar ao público como o Sesc-SP trabalha as artes circenses, abarcando diversas vertentes do pensar e fazer circo”. Ele acrescentou que estaria contemplada a sua reedição e em análise a periodicidade do evento: anual ou bienal. (A partir de 2015 passou a ser bienal).  

Clique aqui para ler: Sesc vai reeditar Festival de Circo, diz Abram Szajman, presidente da Fecomércio.

Por meio de Circos, “o Sesc visa contribuir para o reconhecimento da importância que a linguagem circense possui no cenário cultural contemporâneo, que se desdobra nas suas potencialidades estéticas e socioeducativas”, escreveu Danilo Miranda, diretor Regional do Sesc São Paulo, no catálogo de apresentação do 1º Circos.

Nessa 1ª edição, Panis & Circus destacou o espetáculo A Música do Circo Nerino, com Roger Avanzi e seus convidados. Seu Rogê, o Palhaço Picolino, completava à época, 90 anos. (Hoje, Picolino (1922-2018) não está mais entre a gente e faz uma falta danada. Fica a saudade).

Clique aqui para ler – “Até amanhã, Palhaço Picolino”

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Final do espetáculo da Música do Circo Nerino / Fotos Asa Campos

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Ainda na 1ª edição, Panis & Circus destacou também o espetáculo A Cantina, da Austrália, com o título: Salto alto no arame e nudez em cima do piano. Clique aqui para ler.

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2ª edição – 2014

Zanni inaugura unidade do Sesc Campo Limpo no 2º Circos / Foto Asa Campos

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Em sua 2ª edição, de 23 de maio a 1 de julho de 2014, o festival ocupou 13 unidades do Sesc (Belenzinho, Bom Retiro, Campo Limpo, Carmo, Consolação, Interlagos, Ipiranga, Itaquera, Pinheiros, Pompeia, Santana, Santo André e Vila Mariana), reunindo  23 espetáculos, dos quais 8 internacionais e 15 nacionais.

Clique aqui para ler Respeitável público hoje tem Circos – que, em sua 2ª edição, traz 23 espetáculos nacionais e internacionais em 13 unidades do Sesc

O conceito [Des] Virtuose conduziu os espetáculos e propôs uma reflexão acerca das possibilidades da arte circense de revelar os bastidores e o cotidiano fora do picadeiro, tendo como suporte a presença iminente do risco, destacou o catálogo da apresentação.

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Belonging, do Reino Unido, no 2º Circos e na exposição Retratos do Panis & Circus

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Belonging, da Inglaterra, abriu o 2º Circos, na sexta-feira, 23 de maio de 2014, às 21h20, no Sesc Pinheiros. Panis & Circus destacou o espetáculo realizado por artistas com deficiência física, idealizado pela companhia inglesa Graeae Theatre junto com os brasileiros do Circo Crescer e Viver.

Outro grande destaque do Panis & Circus foi o Circo Zanni, que completava 10 anos, e inaugurou com espetáculo inovador a unidade do Sesc Campo Limpo. O público compareceu em peso: havia filas para ver os artistas do Zanni no picadeiro.

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Clique aqui para ler –   Circo Zanni completa 10 anos de estrada e inaugura Sesc Campo Limpo

E o Zanni, na 2ª edição de Circos, também foi pauta do SP/TV, da Rede Globo (vídeo acima), em reportagem de Maria Júlia Coutinho, destacado na cobertura do site.

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3ª edição – 2015

Cena de Acelere, da Colômbia, que abriu o 3º Circos / Foto Asa Campos

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A 3ª edição de CIRCOS – Festival Internacional Sesc de Circo-  aconteceu em 15 unidades da instituição, na capital paulista e na Grande São Paulo, de 28 de maio a 7 de junho de 2015.

Os números evidenciam os avanços que CIRCOS consolida edição após edição, informa a assessoria de comunicação do Sesc. “Em 2014 foram apresentados 23 espetáculos (14 nacionais e 9 internacionais), vindos de 6 países, mais o Brasil, em 13 unidades do Sesc. Em 2015 serão 28 espetáculos (13 nacionais e 15 internacionais), provenientes de 10 países, mais o Brasil, apresentados em 15 unidades da instituição: Belenzinho, Bom Retiro, Campo Limpo, Carmo, Centro de Pesquisa e Formação, Consolação, Interlagos, Itaquera, Osasco, Pinheiros, Pompeia, Santana, Santo Amaro, Santo André e Vila Mariana.”

Clique aqui para ler – Hoje tem Circos. Cresce o número de espetáculos, países convidados e unidades do Sesc na 3ª edição do festival.

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Panis & Circus trouxe duas entrevistas importantes nessa 3ª edição de Circos. Carol Garcez, coordenadora de Circos do Sesc, falou da curadoria do festival, das atrações e da expectativa de público, e Danilo Miranda, diretor do Sesc-SP, fez um balanço do evento. Em entrevista ao site, ele falou do circo tradicional, que faz parte de sua memória afetiva e do contemporâneo, que mistura expressões artísticas como dança e artes plásticas.

Clique aqui para ler – A 3ª edição de Circos – festival internacional – consolida a linguagem do circo dentro do Sesc, afirma Carol Garcez, uma das coordenadoras do evento.

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Danilo Miranda, diretor do SescSP / Foto Asa Campos

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Clique aqui para ler “O teatro dentro do circo encantava”, afirma Danilo Miranda.

Destaque também para o espetáculo Confusion, da Suíça, que nasceu da observação da vida cotidiana e da pesquisa de como é possível usar e transformar essas reflexões em circo-teatro. Confusion foi escrito por Byland (que também atua) e pelo francês Jacques Lecoq (1921-1999), um dos mais notáveis palhaços europeus.    

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Clique aqui para ler – Históricas apresentações de Mareike Schnitter e Pierre Bylan com espetáculo Confusion, em Circos – Festival Internacional Sesc de Circo .

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Ainda na 3ª edição de Circos, teve a estreia nacional de Vizinhos, da Artinerant´s, companhia de Nié Pedro e Maíra Campos, também sócios do Circo Zanni. Em Vizinhos, os objetos do cotidiano flertam com o surrealismo. É o caso de uma poltrona que engole o acrobata e um varal que se transforma num fio para a equilibrista tentar caminhar, em metáfora das dificuldades do dia a dia.   

Clique aqui para ver “Documentário Web de Circos capta Vizinhos”

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4ª Edição – 2017

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A partir da 4ª edição, em 2017, Circos passou a ser bienal. Nas três primeiras edições – 2013, 2014 e 2015 – atraiu 110 mil expectores, segundo o Sesc.

Nessa 4ª edição, que aconteceu de 9 a 18 de junho, em 13 unidades do Sesc com 31 ações artísticas e 15 atividades formativas, reunindo um total de 200 artistas em 130 sessões – o picadeiro trans-borda.

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Clique aqui para ler “Circos deve atrair em torno de 40 a 50 mil pessoas – o que corresponde a cerca de 10% das 500 mil pessoas envolvidas em ações circenses durante o ano no Sesc”, diz Lucas Molina, coordenador do festival ao Panis & Circus.

Pela primeira vez em São Paulo, o Nouveau Cirque du Vietnam abriu a 4ª edição de Circos com um espetáculo inédito na América Latina chamado A O Lang Pho (O Vilarejo e a Cidade). 

Clique aqui para ler A O Lang Pho, do Vietnã

Dias antes da estreia, Panis & Circus participou da coletiva de imprensa com o diretor Tuan Le, que contou um pouco sobre a companhia e sobre o espetáculo. “A O Lang Pho procura demonstrar as muitas diferenças existentes no Vietnã, e estabelecer um contraponto entre suas antigas tradições num vilarejo com o atual ritmo intenso da cidade. Retratamos diferentes tempos: os hábitos da população nos vilarejos e, por outro lado, a acelerada urbanização nas cidades”, afirmou o diretor.

Destaque também para Balbúrdia, espetáculo que estreou na 4ª edição de Circos. O espetáculo mostra com humor o contraste e o confronto na relação de um casal; é o caso da cena em que a mulher (Maíra Campos) desce de ponta cabeça no aparelho de cordas ao som de música clássica quase operística, em acrobacia dramatizada, enquanto o homem (Nié Pedro) atrapalha a descida ao produzir barulho e faíscas com sua esmerilhadeira – aparelho elétrico que corta e lixa peças de aço. Fluidez do afeto versus a concretude da realidade cotidiana.

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Balbúrdia estreia no Sesc Pinheiros / Foto Asa Campos

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Clique aqui para ler –  Balbúrdia: amor na corda bamba.   

Por sua vez, Knee Deep (Pisando em Ovos) destacou a força e a fragilidade humanas, características tão essenciais na arte do circo, espetáculo da companhia australiana Casus Circus.

Clique aqui para ler – Pisando em ovos surpreende e encanta

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5ª edição – 2019

Em sua 5ª edição, os números são superlativos: “vai reunir mais de 150 artistas, quase 300 técnicos e produtores, exibir 30 ações artísticas, de 21 países, em 14 unidades do Sesc, durante 11 dias (de 13/6 a 23/6). O público estimado para ver as atrações é de, no mínimo, 40 mil pessoas, afirma Lúcia Nascimento, do Sesc-SP, curadora e coordenadora do evento, em entrevista exclusiva ao Panis & Circus”.

Clique aqui para ler a entrevista

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Lúcia Nascimento / Foto Asa Campos

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Panis & Circus comentou os espetáculos Strach, a fear song (Canção do Medo), com artistas da França e Bélgica e Ordinários, da cia. La Mínima, do Brasil. 

Em Strach, a fear song, três acrobatas, uma cantora lírica e um pianista provocam o público com a seguinte questão: como (com) viver com os nossos medos?

Clique aqui para ler  Strach, a fear song – espetáculo franco-belga apresentado no festival Circos – e que explora acrobacias, equilibrismo e canto lírico para compor uma Canção do Medo

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Em Ordinários, três soldados improváveis são convocados para uma importante missão: resgatar seu superior. Ordinários é inspirado na experiência da cia. La Mínima com a ONG Palhaços sem Fronteira, atuante em zonas de conflito.

Clique aqui para ler – Palhaços do La Mínima criam Ordinários

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E Panis & Circus mostrou na 5ª edição de Circos que o festival do Sesc atraiu 129 mil pessoas em suas primeiras edições do evento (2013, 2014, 2015 e 2017), segundo dados da instituição.

Clique aqui para ler Circos atrai 129 mil pessoas em 4 edições.  

Legenda foto de capa – Bloom, da Cia. La Mala na 6ªedição de Circos / Foto Ricardo Avellar

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