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“Clake” faz música para rir

 

Pablo Nordio e Marcelo Lujan, na apresentação de “Clake”, no Sesc Santo André 

 

Dupla de palhaços musicistas faz malabarismos sonoros e com teatro físico

Mônica Rodrigues da Costa

“Clake” (2013) é um espetáculo sem palavras que expõe a habilidade dos multiartistas de circo Marcelo Lujan e Pablo Nordio. Eles tocam uma música que definem como excêntrica, apresentam números de palhaços, equilibrismo no monociclo e malabarismo.

São divertidas as cenas em que a dupla de palhaços Nordio e Lujan brinca de montar e desmontar as bicicletas e os monociclos. Eles misturam equlibrismo, erros de palhaço e música em cenas engraçadas.

 

Os dois palhaços andam em uma bicicleta desengonçada

 

O enredo gira em torno da geringonça, parecida com as carroças da commedia dell’arte, que os dois dirigem na cena inicial e estacionam em frente ao público.

A engenhoca traz um piano ao centro, um conjunto de instrumentos como bateria e trompa e objetos como rodas de monociclos e bicicletas, panelas, penicos e canecas, que servem aos músicos para jogar malabares e criar música e graça. Sons incidentais foram gravados com os signos da cidade: motores, buzinas de diversos veículos e há sons de explosões ao vivo, com fogos de artifício.

 

Máquinas musicais que soltam papéis picados no ar e enchem bexigas

 

Em uma das cenas-chave, no centro do espetáculo, a dupla executa uma composição que mistura todos os sons dos instrumentos dessa orquestra diferente. É como se a música se personificasse num personagem cômico.

O jogo de malabarismo é realizado com bolinhas de pingue-pongue que se misturam a números de ilusionismo e é motivo de paródia, ou sátira. Enquanto Pablo equilibra as bolinhas, Marcelo Lujan joga com uma panela como raquete.

 

Marcelo Lujan e Pablo Nordio e as máquinas musicais “malucas” que soltam papel higiênico no ar

 

A orquestra lembra os instrumentos de uma performance famosa, de janeiro de 1960, do músico John Cage (1912-1992), “Water Walk”, no programa de TV “I’ve Got a Secret”. O músico erudito usou gelo, banheira, patinho de plástico, gravadores, vasos com flores e regador, entre outras invencionices, para produzir uma composição ao vivo. Confira no link abaixo.

Os personagens do Amarillo tentam consertar seu carro alegórico, no duplo sentido, que tem dispositivos mecânicos e elétricos e é repleto de botões sonoros, mas a trapalhada acaba mal.

 

 

As cenas finais mostram os musicistas executando composição de Beethoven sobreposta ao som de aspiradores de ar (pó) que enchem bexigas e explodem em serpentinas. As crianças ficam extasiadas e correm na direção dos confetes.

Os argentinos Nordio e Lujan, que pertencem aos circo Amarillo e Zanni, apresentaram-se em Circos – 1º Festival Internacional do Sesc de Circo, em São Paulo, em maio de 2013.

 

 

Clique aqui para ler o comentário do Panis & Circus – Atracões de tirar o chapéu

Clique aqui para ler a reportagem do Panis & Circus – Artistas do Amarillo mudam a cara do circo

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Clique aqui para acessar o site do Circo Amarillo

 

 

Postagem – Alyne Albuquerque

 

 

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