Picadeiro

Cachimônia faz rir e refletir

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Da Redação

O espetáculo Cachimônia, que será apresentado nesta sexta-feira, dia 21, às 20 horas, no Youtube, por Maíra Campos e Nié Pedro, do Artinerant’s e Zanni, mistura circo, música, humor e artes plásticas, num teatro físico, para contar a história de um casal que vive no campo e participa de uma jornada de embriaguez dos sentidos. Para ver o espetáculo, às 20h, na sexta, acesse o canal Yoube da cia. Artinerant´s https://www.youtube.com/channel/UCyg_cfCbDO0eFDdehmitMtg

A arte circense é utilizada para criar situações insólitas, que carregam truques, magia, acrobacia e equilibrismo.

Cachimônia é um termo com conexão com outro: cachola. Popular referência ao sofisticado intelecto ou à cabeça.

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Blue do riso e risco

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Equilibrismo em cima de garrafas de leite vazias

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Cachimônia, título do espetáculo, tem duplo sentido: pode significar a paciência e o equilíbrio, no caso, a do casal ao enfrentar o cotidiano com seus altos e baixos ou a coragem deles em virar esse cotidiano de ponta-cabeça com saltos acrobáticos e notas musicais.

Durante o espetáculo, será possível ver personagem interpretada por Maíra Campos usando máscara de cabra, le o de Nié Pedro de salto alto com lantejoulas em meio a mãos, braços e cabeças de manequim.

Blue do Riso e Risco resume as peripécias do casal em sua casa de campo e seu ‘papo-cabeça’.

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Processo da criação

Cena de Cachimônia…

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… com Nié Pedro e Maíra Campos

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O processo de criação do espetáculo Cachimônia levou Maíra e Nié Pedro ao Uruguai em janeiro de 2019. A ida a La Paloma, no país vizinho, onde fizeram residência artística no Circo La Paloma, foi em um motor home. Ali trabalharam a criação e a direção do espetáculo com Tato Villanueva – ator, palhaço, professor e diretor argentino reconhecido por sua excelência na arte de atuar e ensinar a arte circense. Cachimônia contou também com a direção de Lu Lopes, a palhaça Rubra. Ela dirigiu os dois primeiros espetáculos da trilogia do grupo Artinerant’s: Vizinhos e Balbúrdia.

Serviço

Espetáculo: Cachimônia

Apresentação: Dia 21, às 20 horas

Local: Youtube:

Endereço: https://www.youtube.com/channel/UCyg_cfCbDO0eFDdehmitMtg

Duração: 50 minutos

Classificação etária: Livre

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Dança de salto alto em Cachimônia

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Ficha técnica 

Criação: Artinerant’s

Direção: Lu Lopes e Tato Villanueva

Elenco: Nié Pedro e Maíra Campos

Figurino e cenografia: Artinerant’s

Adereços: Cris Decot

Direção de arte: Joana Lira

Arranjos musicais: Renato Faria

Coreografia: Marcelo Vasquez

Desenho de luz: Dodô Giovanetti

Cenotécnica e contrarregragem: Edimar Santos

Trilha Sonora: Fê Stok e Lu Lopes

Design gráfico: Agatha Campos

Fotografia: Paulo Barbuto

Filmagem: André Marques Albuquerque

Produção e idealização de projeto: Eu.Circ (Marina Ferreira)

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Acrobacia da dupla de Artinerant´s

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Paixão pela arte circense

A trilogia Vizinhos, Balbúrdia e Cachimônia foi gravada em março, sem a presença de público por conta da pandemia, sob a lona do Circo Zanni, instalada no quilômetro 26 da Rodovia Raposo Tavares. Vizinhos pode ser visto em 14/5 e Balbúrdia em 15/5. O público deve ficar atento a um dos pontos altos da trilogia, a trilha sonora com Summertime, do popular e eterno Gershwin, e a Piel Canela, do Trio Los Panchos. Essa trilogia vai voltar a ser apresentada em junho, julho e agosto, em dias marcados, que serão divulgados previamente.

A formatação adotada para exibir esta Mostra do Repertório de Artinerant’s é resultado de adaptação de um projeto aprovado no ProAC Expresso da Lei Aldir Blanc, que iria realizar circulação documentada dos espetáculos em cidades do interior de São Paulo. Por causa pandemia, as apresentações presenciais foram suspensas. Foi então que o grupo optou por gravar os espetáculos para levá-los ao público por meio do YouTube.

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Vizinhos: flerte com o surrealismo

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Criada em 2013 por Maíra Campos e Daniel Pedro, artistas que trabalham juntos desde 2003 no Circo Zanni, Vizinhos é a primeira montagem do Artinerant’s. O espetáculo apresenta o cotidiano de um homem e uma mulher no qual objetos domésticos se transformam e ganham novas funções. Como no caso de um sofá que se ‘transforma’ em um trampolim para os saltos do acróbata ou de um varal que vira um fio para o caminhar e o trocar de roupa da equilibrista em metáfora do dia a dia. Um flerte com o surrealismo.

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Balbúrdia: com a macaca no castelo de madeira

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Em Balbúrdia, por meio da arte circense são apresentadas as relações de um casal, que inventa e reinventa suas narrativas. O espetáculo expressa situações de ternura e tensão. Em uma das cenas, o homem usa uma esmerilhadeira que produz barulho e faíscas enquanto a mulher desce por cordas ao som de música clássica – quase operística. Contraste e confronto. Ao descer das cordas de ponta cabeça ela consegue encontrar o ombro amigo do companheiro de travessia da vida. Em outra cena, a mulher, mais irônica, faz pirraça e fica com a ‘macaca’ diante das peripécias do companheiro. Ele monta um castelo de madeira de equilíbrio tênue que pode desmoronar a qualquer momento, assim como o amor. 

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Papo cabeça em Cachimônia

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