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Curso de palhaçaria segue na plataforma do Sesc

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Fernando Paz, Marcelo Castro, Fernando Sampaio, Filipe Bregantim / Foto Matheus José Maria

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Fernanda Araújo especial para o Panis & Circos

Palhaço não nasce palhaço – e o amigo leitor já percebeu isso faz tempo. O palhaço é um profissional inteligente, que presta atenção nos detalhes, que normalmente sabe um pouco de tudo, e que se faz de bobo, mas não é. E como a arte circense também se aprende na escola – vide o sucesso dos artistas contemporâneos –uma das atividades formativas de maior destaque de Circos – Festival Internacional Sesc de Circo 2021-  está sendo o curso Fundamentos da Palhaçaria e Comicidade Física, da Companhia de Circo e Teatro LaMínima.

Lançado no dia 3 de setembro, o curso segue disponível de modo gratuito na plataforma doSesc. Para acessar, basta fazer um cadastro no site da instituição, com dados pessoais, nos moldes de ingresso das demais atividades formativas, confirmar cadastro por e-mail e ativar a conta.

Link- https://ead.sesc.digital/cursos/course-v1:sescsaopaulo+c006+2021_palhacaria/sobre

Bastante didático, o curso foi gravado em pacotes de seis videoaulas temáticas: DramaturgiaEntradas ClássicasCirco de RuaMúsica ExcêntricaPantomima e Comicidade física. E além do material visual, a trupe preparou uma bibliografia complementar, com apostila, textos e referências para apoiar e aprofundar cada um dos temas. O acesso é ilimitado, ou seja, sem número mínimo de participantes, o que proporciona a inclusão de amadores e artistas de todos os cantos.

“Para nós foi incrível colocar no papel, de alguma maneira, o que estamos trabalhando nesses 25 anos. Tomara que tenha alcançado todos os interessados”, explica Fernando Sampaio, fundador da LaMínima, sobre a abrangência do curso.

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Música Excêntrica em Fundamentos da Palhaçaria / Foto Matheus José Maria

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O que o público confere é um misto de apresentação de técnicas, com vivências emocionantes, relatos inspiradores, pinceladas históricas e reflexões. Uma imersão no trabalho do Palhaço mas, sobretudo, uma luz para que cada um encontre seu estilo próprio.  “(Apresentamos) Os principais fundamentos da palhaçaria e da comicidade física com base na nossa experiência para que você se inspire a experimentar e criar seus próprios espetáculos”, explica Sampaio no vídeo introdutório.

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Os “professores”: Marcelo Castro, Fernando Sampaio e Fernando Paz / Foto Matheus José Maria

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Além dos integrantes do La Mínima – o mestre Fernando Sampaio e os artistas Fernando Paz, Filipe Bregantim e Marcelo Castro –  o curso conta com convidados especiais, como Alexandre Roit, que tratou de questões como o circo de rua; o músico Marcelo Pellegrini, falando de instrumentos excêntricos; e o diretor Álvaro Assad, compartilhando suas experiências sobre gestualidade na pantomima.

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Sampaio lembrou que há poucos cursos no mercado e o ensinamento dessa arte, especificamente, ainda é transmitido de forma oral, o que é excelente, mas dificulta o acesso a informação para um número maior de pessoas. 

O primeiro vídeo começa com o que Sampaio chamou de “coração do trabalho de criação”: a dramaturgia para espetáculos de palhaçaria, o percurso narrativo e visual que muitas vezes é o grande diferencial para a coesão e comunicação da obra com o público. E trouxe alguns pontos para pensar nessa tal dramaturgia: vontades e inspirações; pesquisa; roteiro e adaptações; música; e escolha de técnica.   

O curso foi desenvolvido com a consultoria do núcleo de circo da Gerência de Ação Cultural do Sesc São Paulo.

Como é de se esperar em um curso de ensino a distância, falta um momento de interação com o público, mas é certo que o projeto cumpriu com a proposta de entregar um material de qualidade e inspirador.  

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A Companhia (pelo Sesc)

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A LaMínima é uma companhia de circo-teatro criada em 1997 pelos atores e palhaços Domingos Montagner e Fernando Sampaio, que se conheceram no Circo Escola Picadeiro. O primeiro espetáculo da dupla mesclava comicidade física e trapézio e deu nome ao grupo: chamava-se LaMínima Cia. de Ballet. Com ele, descobriram a vocação para a arte circense e popular, já reunindo o humor físico, as paródias acrobáticas e o hibridismo com outras linguagens artísticas, características que passaram a marcar o elenco. 

Em seguida, estrearam o espetáculo À La Carte, produzido por Luciana Lima, que se juntou à companhia. Em mais de duas décadas, o grupo cresceu, e seus integrantes criaram, produziram e apresentaram mais de 15 espetáculos fundamentados na arte do circo e do palhaço, primando pela originalidade, autoria e dramaturgia. Na rua, no teatro e no picadeiro, as apresentações da LaMínima atraem públicos de todas as idades e tratam de temas como amizade, intolerância e exploração da fé, de forma tão ampla que conseguem transitar entre a literatura clássica, os parques de diversão, a arte medieval, os quadrinhos, o cinema, a ópera ou os programas de rádio, sempre sob o olhar do palhaço. Em 2010, Filipe Bregantim e Fernando Paz passaram a integrar o núcleo de criação da companhia. 

Em todos esses anos, levaram este repertório para todo o Brasil, pelo qual receberam diversos prêmios. www.laminima.com.br.

Serviço
Clique no link abaixo para se matricular no curso:
https://ead.sesc.digital/cursos/course-v1:sescsaopaulo+c006+2021_palhacaria/sobre

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Circo Zanni vai retomar as aulas de circo com turmas super reduzidas para garantir a segurança dos inscritos. São duas turmas permanentes – de acrobacia aérea e circo para crianças – e uma oficina pontual de Circo em Família.

Retomada Consciente!

O Circo Zanni vai retomar as aulas de circo, com turmas super reduzidas, garantindo condições seguras essas aulas.
Todas as aulas serão ministradas por @belmucci
Efetue a inscrição lendo e preenchendo o formulário disponível na Bio do instagram.
Como não há pré- requisito para as aulas, as inscrições serão por ordem de chegada.
Maiores informações: circozanni@gmail.com

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Rubra em Família está na TV Rá Tim Bum, de segunda a sexta às 13h45 e 19h40. E sábados e domingos, às 13h45. Não percam!

São 10 episódios de 10 minutos com tutoriais criativos para a família instaurar um parquinho de diversões de Alta Tecnologia Humana em casa. E o programa informa que as crianças vão escrever um livro, compor uma música, criar o Chapéu Entrevistador, fazer uma coreografia e um come-come com estímulos de improviso e muito mais. De segunda a sexta às 13h45 e 19h40 e aos sábados e domingos, às 13h45.

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FeNapi – Festival Nacional de Arte para Infância – reúne circo, teatro, dança, música e artes visuais, é online e gratuito, informa o Tempo. O Festival vai até o dia 27/6 e exibe nove espetáculos de grupos de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco

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Espetáculo ‘Zapato Busca Sapato’, da Trupe de Truões, de Uberlândia, está na programação da 2ª edição do FeNAPI

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Pela primeira vez em formato totalmente online, a segunda edição da FeNAPI – Arte entre Infâncias, realizada pela Insensata Cia. de Teatro, mostra até o próximo dia 27, nove criações de quatro estados brasileiros: Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Minas Gerais. “Além da realização em ambiente virtual, outra novidade é que, agora, além das artes da cena (teatro, dança, circo e performance), o público vai assistir a apresentações nas áreas de artes visuais e música. Toda programação será transmitida ao vivo, gratuitamente, no canal do Youtube da Insensata Cia de Teatro. O FeNAPI – Arte entre Infâncias foi viabilizado com recursos da Lei Aldir Blanc. 

Cumpre dizer que os nove espetáculos selecionados passaram por uma curadoria composta por Brenda Campos, Keu Freire e Carol Fescina. O cuidado com a experiência estética, a diversidade da programação baseada na multiplicidade das infâncias, o protagonismo da criança, representatividades, diversidade de linguagens, as potências artísticas e suas possíveis relações com o contexto de pandemia e isolamento social foram alguns dos critérios de escolha. Vale dizer que a iniciativa recebeu quase 400 inscrições, ou seja, foi um trabalho hercúleo. “Uma curadoria dessas é um mundo inteiro de possibilidades que se abre diante de nós! Imagina o que é analisar 377 trabalhos de todo o território nacional? Essa seleção é apenas UM recorte possível, que levou em conta a diversidade das infâncias, o protagonismo da criança, representatividades, diversidade de linguagens e, claro, o momento pandêmico e a realização remota dessa segunda edição do festival, além de muitas outras variáveis!”, diz Brenda Campos, lamentando o que ficou de fora. “Tanta coisa, mas tanta coisa linda ficou de fora, que já quero mais dez FeNAPIS para abraçar todas elas”, entusiasma-se.

A segunda edição do FeNAPI apresenta três obras nacionais: “Birita Procura-se”, do Grupo A Casa das Lagartixas, de São José dos Campos (SP), “A Menina Com um Buraco na Mão”, de Alice Cruz e Sergio Kauffmann, do Rio de Janeiro, e “Na Pisada do Coco Com as Crianças”, do Grupo Samba de Coco Eremin, de Arcoverde (PE). Da cena de Belo Horizonte, o festival conta com os espetáculos “Sarau Musical”, do Grupo Maria Cutia, “Quem É Você?”, da companhia de teatro Toda Deseo, e “Espetáculo Da Minha Tela Eu Vejo: Atos Performativos com Crianças”, com Charles Valadares e Raysner de Paula. Já do interior de Minas Gerais, a programação exibe “Nossa Primeira Casa”, da Cia Benedita na estrada, de Caldas, “Remix Shake”, do Coletivo Aberto, de Ipatinga, e “Zapato Busca Sapato”, da Trupe de Truões, de Uberlândia.”

“A programação do FeNAPI – Arte entre Infâncias também prevê três oficinas, o seminário “Teatro para Crianças: Problemáticas e Solúcio-Lunáticas”, com o ator, bonequeiro, contador de histórias e premiado autor de livros para crianças, Henrique Stchin. Destaque também para o “Quintal de Infâncias”, um bate-papo entre especialistas de diversas linguagens, artistas e público presente, além da produção de textos reflexivos sobre as obras apresentadas durante o evento.

Confira, a seguir, outras questões respondidas por Brenda Campos
Qual a expectativa da edição online, posto que, mesmo limando o contato face a face, o convívio social, essa alternativa tem, claro, seus prós, ao ampliar o alcance da programação a outros estados, bem como viabilizar a participação de pessoas de outras localidades…
Durante a pandemia, a Insensata Cia de Teatro ampliou significativamente sua rede de contatos com outros artistas e grupos que também pesquisam e criam para o público das infâncias.  Sentimos muito fortemente o poder de difusão dos trabalhos que esse formato pode proporcionar. Além disso, essa curadoria ampliou muito os nossos horizontes, no contato com o que estão propondo os artistas de todo o Brasil nesse contexto adverso. Já diziam os nossos avós que a “necessidade faz o sapo pular”, não é verdade? Muitas possibilidades descortinadas agora seguirão nos acompanhando após a pandemia, certamente. Nessa edição, tivemos a oportunidade de selecionar trabalhos que pensaram cuidadosamente sobre como dialogar com o público a partir da mediação tecnológica. São trabalhos que se dirigem às pessoas que estão atrás das telas, e não nas cadeiras dos teatros, auditórios ou nas galerias de arte. A nossa expectativa é surpreender o espectador, assim como fomos surpreendidos, pelas tantas formas possíveis de interagir remotamente com o público.

Poderia falar de algumas atrações não pelo quesito qualidade, pois sei que seria injusto, mas por uma curiosidade em particular, um propósito etc?

Esse ano o nosso FeNAPI – Festival Nacional de Arte Para as Infâncias – se propôs a dar um passo adiante ao propor como subtítulo “Arte entre infâncias”. Esse ENTRE vem pautar não apenas a arte PARA as infâncias, como também COM as infâncias, percebendo, ainda, as experiências artísticas enquanto espaços para o compartilhamento das diversas infâncias envolvidas. Assim, a busca é por valorizar o protagonismo das crianças envolvidas e as representatividades. Nesse sentido, eu falaria sobre os trabalhos “Na pisada do coco com as crianças”, de Arcoverde (PE), no qual as crianças é que são as artistas, e se apresentarão em uma live na programação do festival. De Belo Horizonte, temos o experimento performativo “Da minha tela eu vejo: Atos performativos com crianças”, no qual os artistas Charles Valadares e Raysner de Paula se propõem a realizar três encontros com as crianças e abrir o quarto encontro para espectadores, em um ato performativo envolvendo as crianças e o público.

A oficina “Desenho, Som e Movimento” também será transmitida ao vivo, configurando-se, de certa forma, num ato performativo que envolve as linguagens da música, artes visuais e dança, que poderá ser apreciada pelo público enquanto as crianças experimentam possibilidades provocadas pelas irmãs Jadde e Yasmin Flores.

Como estão vendo o psicológico das crianças em meio à pandemia? Porque a arte é tão importante neste momento? 
Já parou para pensar no que significa um ano e três meses de isolamento para uma criança de três, quatro, cinco anos? Para algumas crianças, é a metade da vida. Muitas nem têm memória da vida antes da pandemia. Assim como qualquer ser humano que está inserido nesse contexto pandêmico, as crianças estão tendo que conviver com severas restrições e estão compreendendo essa como a única realidade possível nesse momento. A arte, em qualquer contexto, nos ajuda, adultos e crianças, a elaborar as situações complexas da vida. Proporciona momentos de reflexão e de poesia, tornando mais leves ou mais lúcidos os momentos difíceis e ajudando a manter a serenidade para enxergar (ou inventar!) possibilidades de um futuro melhor, apesar das adversidades.

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Escute Papo de Circo, de Cafi Otta, com o artista Ricardo Rodrigues, o último entrevistado da primeira temporada. No episódio ele fala do racismo estrutural e dos bastidores de ProtAGÔnistas.

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Para ouvir Papo de Circo com Ricardo Rodrigues, clique https://bit.ly/34UzQGT

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clique aqui para ler em Panis & Circus sobre a reportagem: ProtAGÔnistas ganha prêmio.  


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