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Festival de Circo de Montecarlo reúne 600 profissionais

 

 

Ivy Fernandes, de Roma

A arte circense russa foi a grande vencedora deste ano do 41.ª edição do Festival Internacional do Circo de Montecarlo, considerado o maior evento do circo tradicional no mundo. E o número do trio russo Izhevsk, três meninas vestidas de palhaçinhas, encantou o público – confira o vídeo na capa. Por sua vez, um treinador alemão com seus leões-marinhos conquistou também a plateia e a atenção da família real, a chamada Casa Grimaldi.    

O evento, realizado de 19 a 29 da janeiro deste ano, em um distrito do Principado de Mônaco, situado no sul da França, reuniu companhias tradicionais circenses de diversas partes do mundo – cerca de 600 pessoas entre artistas, técnicos e assistentes – e mais de duas dezenas de animais entre cavalos, leões, tigres, elefantes e leões-marinhos.

 

 

O modelo do festival, criado pelo príncipe Rainier III, em 1974, tem como base quatro pontos do circo tradicional. São eles: palhaços (clowns), bailarinas, acrobatas e animais. Sua filha, a princesa Stéphanie de Mônaco e sua filha Pauline Ducruet continuam a promover o evento criado por ele há 41 anos.

 

Vista da lona montada em Mônaco para o Festival / Foto Divulgação

 

Para alguns críticos, o festival tem a marca do politicamente incorreto, uma vez que mantém a apresentação de animais, proibida em diversos países, e ignora o circo contemporâneo que não tem animais em cena e surpreende ao dialogar com a música, o teatro, a dança, as artes plástica e o humor. 

Prêmios

Família real e os palhaços durante a entrega dos prêmios / Foto Divulgação

 

Os prêmios deste ano, 16 Palhaços (Clowns) de Ouro, Prata e Bronze, foram entregues pela princesa Stephanie de Mônaco, presidente do júri internacional, diante de grande público que lotou o grande circo de Montecarlo, para saber quais os que mais se destacaram entre os 170 artistas do festival.

Os principais prêmios foram arrebatados pelas escolas circenses mais ricas e tradicionais.
A Rússia levou para o Principado um batalhão de 60 artistas, com destaque para os russos da equipe Trushin, do grande circo de Estado e Moscou, que levou um Palhaço de Ouro, e os extraordinários domadores Askold e Edgard Zapashny, que conquistaram um Palhaço de Prata, pela apresentação de tigres e leões em uma mesma jaula.

 

Equipe Trushin, da Rússia, conquista o Clown de Ouro / Foto Divulgação

 


Os Irmãos Zapashny, da Rússia, levam o Clown de Prata / Fotos Reuters

 

O Sky Angels, formado pela dupla Kristina e Rustem, do Uzbequistão, levou o Clown de Ouro com a apresentação de cinta aérea (um tipo de acrobacia), que deixou o público em suspense e revelou perfeição dos exercícios da dupla.

 

Sky Angel, do Uzbequistão, ganha Clown de Ouro / Foto Divulgação

 

Mas, o espetáculo mais aplaudido pelo público foi o do domador alemão Erwin Frankello com seus elefantes africanos e, especialmente, seus simpáticos leões-marinhos, Sandra e Citta, que conquistaram a família real, levando a princesa Stephanie a acariciar um dos animais. Frankello levou o Prêmio de Público de 2017.

 

O domador alemão Frankello e a elefante em cena / Foto Divulgação

 

Frankello, o domador alemão, e a leoa marítima Ontaria no festival/ Foto Divulgação

 

 

007 protesta contra uso de animais em circos

O ator Roger Moore / Foto Divulgação

 

Neste ano, um dos pilares dos circos que se apresentam no 41.º Festival Internacional de Montecarlo, a apresentação de animais, foi duramente atacado por organizações e personalidades que defendem os direitos dos animais.

Em carta enviada aos organizadores do evento, o ator britânico Roger Moore, conhecido como James Bond nas telas dos cinemas, que mora em Montecarlo, critica o uso de animais em espetáculos circenses.

Confira a seguir trecho da carta publicada pelo jornal francês Le Monde que repercutiu em todo o mundo:

“Numerosos países no mundo se comprometeram a proibir os circos de apresentarem números com animais, entre estes, a Áustria, Bélgica, México, Países Baixos fazem parte daqueles que decidiram colocar um ponto final na crueldade com animais. Portanto, o elegante e civilizado Principado de Mônaco, onde sou residente, aceita ainda estes espetáculos arcaicos. E confere a eles lugar de honra no seu Festival do Circo, que poderia, ao contrário, ressaltar os fabulosos números acrobáticos e outros artistas. O Chefe de Estado do governo de Mônaco cabe estabelecer legislação necessária para proteger estes seres sensíveis e inteligentes que não merecem, de forma alguma, serem colocados em jaulas e explorados para o divertimento da multidão.” 

No Brasil, os animais também estão proibidos de entrar no picadeiro para desgosto dos defensores do circo tradicional.   

Acidente assusta o público no festival

O famoso grupo “The Gerling”, da Colômbia, composto por sete funâmbulos (equilibristas que andam em um fio há cerca de 8 metros de altura do chão), sofre um acidente e assusta o público presente no 41ª edição do festival de Montecarlo 2017. Durante o número da pirâmide humana, um em cima do ombro do outro, o último perde o equilíbrio e cai de uma altura de 8 metros e carregou os outros na queda. Felizmente, eles caíram no colchão de proteção o que atenuou a queda. Três deles acabaram no hospital com várias fraturas mas nenhum correu perigo de vida.

 

The Gerling, grupo de funâmbulos da Colômbia, sofre acidente no Festival de Mônaco / Foto Divulgação

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