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Fundação Bunge premia Hugo Possolo e Luana Serrat

 

Luana Tamoki Serrat, Hugo Possolo, Hiroshi Noda e Fernando Dini Andreote/ Foto Asa Campos

 

Hiroshi Noda e Fernando Dini Andreote, pesquisadores na área de produção sustentável agrícola, também foram contemplados   

Antonio Gaspar, especial para Panis & Circus

O prêmio da Fundação Bunge destinado a representantes das artes circenses é uma homenagem importante à história do circo e à invenção do circo moderno. A afirmação foi feita pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Nelson Baeta Neves, durante a entrega do prêmio, em São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes.

O Prêmio Fundação Bunge deste ano contemplou dois artistas circenses e dois pesquisadores do setor agrícola. Os artistas são Hugo Possolo e Luana Tamaoki Serrat. Na área de produção sustentável, os nomes são os dos engenheiros agrônomos Hiroshi Noda e Fernando Dini Andreote.

O prêmio, entregue anualmente, tem por objetivo estimular o desenvolvimento de ações sustentáveis nas áreas da ciência, educação e conservação dos recursos naturais e valorizar os agentes transformadores. Os pesquisadores e artistas receberam o prêmio, na sexta-feira 26/9, com a plateia lotada.

 

Público no Palácio dos Bandeirantes durante a entrega do Prêmio Bunge / Foto Asa Campos

 

 Após a entrega dos prêmios teve show comandando pela artista Lu Lopes, a Palhaça Rubra, que contou com número de equilíbrio do acrobata Paulo Maeda. Mais tarde foi servido um jantar aos convidados.              

 

 

Palhaça Rubra no show da entrega do prêmio / Foto Asa Campos

 

Paulo Maeda e seu número de equilíbrio / Foto Asa Campos

 

Ao prestigiar representantes das artes circenses, a Bunge joga uma luz sobre uma manifestação artística que apresenta imensa vitalidade e, desde os primórdios da humanidade, encanta o ser humano – eram comuns na China as apresentações de acrobatas e equilibristas há mais de 5 mil anos.

 

Hugo Possolo e seu prêmio / Foto Asa Campos

 

Possolo, fundador do grupo Parlapatões, é uma referência do circo contemporâneo.  Faz parte da primeira geração de artistas formados em escolas de circo, especialmente a Picadeiro. Com os Parlapatões, Possolo levou o circo aos teatros. Autor, ator, cenógrafo, figurinista, diretor, é acima de tudo um palhaço, que ajudou a renovar a linguagem do circo.

 

Luana Tamaoki Serrat e seu Rogê Avanzi, o palhaço Picolino / Foto Asa Campos

 

Já a atriz e artista circense Luana formou-se em Artes Cênicas na Universidade Federal da Bahia e em Instrução Circense pela Escola Picolino de Artes do Circo, fundada por seus pais na Bahia, em 1985. É professora de tecido acrobático e coordenadora artística da instituição. Fundou as Fulanas Cia. de Circo e Cia. Luana Serrat. As iniciativas conquistaram o respeito da comunidade circense e a qualidade dos espetáculos garantiram prêmios como o Carequinha, de Estímulo ao Circo, da Fundação Nacional de Artes (Funarte).

 

Luana Tamoki Serrat, cercada de amigos e familiares / Foto Asa Campos

 

Noda é professor e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e da Universidade Federal do Amazonas. Seu trabalho levou ao desenvolvimento de hortaliças geneticamente adaptadas ao solo e clima da Amazônia. Andreote realizou pesquisas que permitiram identificar espécies de fungos e bactérias dos solos brasileiros que auxiliam a lavoura a evitar pragas e a absorver nutrientes.

 

Hugo e Luana falam do prêmio  

Hugo Possolo, em "O Burguês Fidalgo", de Molière e Luana Ferrat, no trapézio, à dir., em cena de "A Rádio de seu Coração"/Fotos Asa Campos e Divulgação

 

Ao receber o prêmio, a artista Luana Tamaoki Serrat agradeceu pelo reconhecimento de seu trabalho, aos pais, alunos, marido e a todos os seus companheiros de espetáculos e à Fundação Bunge. E, especialmente, para o seu filho Otto, 4, que já ensaia tornar-se um artista circense. 

O outro agraciado, Hugo Possolo, um dos fundadores do grupo Parlapatões, lembrou que, desde criança, tinha o espírito da palhaçada, apesar de ser muito tímido. Ele pensava no teatro e as pessoas o viam como palhaço. “Aí resolvi procurar uma escola de circo e fui parar na Picadeiro (Circo Escola Picadeiro). “Foi o que definiu meu destino artístico.”

Possolo foi o primeiro palhaço formado pela escola. Quando voltou a trabalhar com teatro amador ficou profundamente incomodado ao apresentar uma peça em uma escola. Percebeu que não conseguia a relação direta com os jovens que obtinha como artista circense.

Resolveu partir para fazer espetáculos de circo na Praça da República, no Parque do Ibirapuera e foi juntando amigos, que viriam a formar, após as três primeiras apresentações, o grupo Parlapatões.

“Eu não cheguei onde acho que poderia ter chegado”, afirmou, ao agradecer o prêmio, para prosseguir dizendo que ele o estimula a fazer mais. Para Possolo, o prêmio representa uma luta que não é só dele, mas das artes circenses.

Os outros dois ganhadores, os engenheiros agrônomos Hiroshi Noda e Fernando Dini Andreote  agradeceram à Fundação Bunge e ressaltaram a importância do desenvolvimento da produtividade agrícola e de uma agricultura sustentável capaz de preservar o meio ambiente e produzir comida para uma população que pode chegar a 9,6 bilhões de pessoas em 2050.

 

Prêmio Bunge

 

A Fundação Bunge acredita no “poder transformador das pessoas. Por isso, criou o Prêmio Fundação Bunbge que há 59 anos reconhece e valoriza o talento”. Os prêmios Fundação Bunge (59ª edição) e Fundação Bunge Juventude (35ª edição) são entregues anualmente a profissionais que se destacaram em diversos ramos das Ciências, Letras e Artes, em duas categorias:

. Vida e obra – reconhece a obra consolidada de um especialista.

. Juventude – premia jovens talentos de até 35 anos.

Em Artes Circenses, Hugo Possolo ganhou o prêmio Vida e Obra e Luana Tamaoki Serrat em Juventude.   

Hiroshi Noda ganhou por Vida e Obra e Fernando Dini Andreote em  Juventude.

 

 

Postagem – Alyne Albuquerque

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