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Noite de Gala do Circo, no Teatro Municipal, dias 15 e 16 de dezembro, presta homenagem às mulheres por meio do espetáculo ‘Fecunda’

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Fernanda Araujo – especial para o Panis & Circus

Vai ter Noite de Gala em 2020, sim! O espetáculo Fecunda – Uma Opereta Tropicalista será apresentado nos dias 15 e 16 de dezembro, às 20h, no Theatro Municipal de São Paulo, sob a direção geral de Lu Lopes e direção circense de Mônica Alla. 

A montagem  terá transmissão ao vivo pelo YouTube e demais redes sociais da Secretaria Municipal de Cultura   https://www.youtube.com/user/smcsaopaulo

Assim, em formato seguro e acessível, pessoas de todo o mundo poderão assistir ao tradicional evento em comemora o Dia Internacional do Palhaço (10/12). No palco, vale enfatizar, só mulheres (poderosas)!   

Fecunda, espetáculo desta edição, apresenta um movimento de mulheres circences e suas diversidades. Celebra as Marielles, as Marianas, as Djamilas e muitas que trazem instintiva e intuitivamente a energia criativa do circo dentro de si. 

“Fomos inspirados por diversas mulheres e isso se reflete em nossa trilha sonora, nas imagens que serão projetadas, nas linguagens circenses de números contemporâneos. É um movimento afetivo, de acolhimento. E é uma opereta, pois tem música cantada, música mecânica, projeções diversas que dão texturas e imagens aos números circenses como uma liga de todo esse movimento”.  

Então, caro leitor, vale contar logo que entre as escaladas para o elenco estão Adriana Telg e Barbara Francesquini (bambolê), Carol Rigoletto (malabares), Diny (Ilusionista), Gabriela Germano (aéreo e bailarina acrobata) Thaina Ferroldi (contorcionista), Lala Teles (aéreo e multicordes), Maíra Campos (aramista e multicordes), Mai Yamachi (força capilar), Nay Fernandes e Priscila Menucci (performance), Tania Oliveira (parada de mão), Thalia Bombinha (drag queen) e Vulcania Pokaroupa

A trilha sonora inclui obras de Nina Simone, Dona Ivone Lara, Pixinguinha, Greathen e Maria Bethânia, entre outras canções produzidas por mulheres ou que remetem a elas. “É uma trilha muito elegante”, afirma Lu Lopes. 

“O circo é tropicalista em sua essência. O coração de um ser circense é tropicalista, pois abraça as diversas manifestações expressivas, sem julgamento. Abraça uma sequência dentro do espetáculo muito diversa e original e, ao mesmo tempo, uma essência clássica e universal. E o tropicalismo é a aceitação da diversidade expressiva de um conjunto de pessoas que se unem”, ressalta Lu Lopes. 

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Para começar, a palhaça Rubra (Lu Lopes) faz uma abertura poética ao som da banda que acompanha os trabalhos da artista. A canção ‘Rosa’, de Orlando Silva, está em as obras previstas para a introdução. Em seguida, os malabares se movimentam ao som de ‘Frevo Mulher’, de Amelinha. 

As performances no cubo ganham potência com ‘Come Ye’, de Nina Simone. A mulher barbada sobe no placo entre o número de força capilar e os caracteres acrobáticos. 

Uma música tocada ao piano impulsiona o friozinho na barriga com o número de arame. 

Após os momentos de tensão, Rubra retorna ao placo e canta ‘My Way’, um clássico do repertório da palhaça. Enquanto isso, o globo da morte se estrutura ao fundo… números de bambolê, mágica, dança vertical, corda giratória, palhaçaria e ilusionismo também integram o roteiro. 

As cenas performáticas representam o encontro entre manifestações culturais e diversidades humanas, temas essenciais no circo. Um convite a experimentar um movimento artístico provocado pelo íntimo feminino. 

“Me inspiro nas mulheres que estão perto de mim. Uma proximidade sincrônica. Sinto que sou um pouco de cada uma das mulheres que estiveram perto de mim a vida inteira. Eu brinco que é tipo um lego. A gente vai se formando com um pouquinho de cada uma. Eu cuido delas e ela cuidam de mim, pessoalmente e profissionalmente – as palhaças que estão em meu entorno me ensinam muito, sem computar a quilometragem – eu aprendo com todo mundo”, conta Lu Lopes sobre as mulheres que inspiram a vida dela.

Serviço
Noite de Gala: Fecunda – Uma Opereta Tropicalista

Theatro Municipal de São Paulo/SP

Dias 15 e 16 de dezembro, às 20h. 

Transmissão ao vivo pelo Youtube – https://www.youtube.com/user/smcsaopaulo 

e demais redes sociais da Secretaria Municipal de Cultura

Ficha técnica

Criação e concepção – Lu Lopes e Mônica Alla
Direção geral – Lu Lopes
Direção circense – Mônica Alla
Coreógrafo – Weidy San
Coordenação Técnica – André Fratelli 


Elenco

Adriana Telg 

Barbara Francesquine 

Carol Rigoletto 

Diny Ilusionista (assistentes: Márcio Casadei e Dayane) 

Gabriela Germano
Lala Telles
Mai Yamachi  

Maíra Campos
Nay Fernandes
Priscila Menucci

Tânia Oliveira – parada de mão
Thaina Feroldi 

Thália Bombinha 

Vulcanica Pokaropa 

Banda:
Camila Lordy – piano e voz
Léo Rodrigues – percussão

Lu Lopes – voz e berimbau

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