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Cachimônia: aplausos no Sesc Sorocaba

Da Redação*

Respeitável público compareceu e aplaudiu o espetáculo Cachimônia, da cia. Artinerant´s, no teatro Sesc Sorocaba, no sábado, dia 11 de janeiro, às 20 horas.

Cachimônia é um espetáculo que mistura circo, música, humor e artes plásticas, num teatro físico, para contar a história de um casal que vive no campo em jornada de embriaguez dos sentidos.

O circo é utilizado para criar situações insólitas, que carregam truques, magia, acrobacia e equilibrismo.

Maíra Campos se equilibra em cima das garrafas de leite/ Paulo Barbuto

O nome cachimônia está ligado a ‘cachola’ – popular referência ao sofisticado intelecto ou a complexa cabeça. A palavra Cachimônia – como o espetáculo – tem duplo sentido: pode significar a paciência e equilíbrio, no caso, a do casal ao enfrentar o cotidiano com seus altos e baixos ou a coragem deles em virar esse cotidiano de ponta cabeça com saltos acrobáticos e questionar:  você tem a Cachimônia (coragem) de dizer ou fazer isso?   

Riso e Risco resumem as peripécias do casal em sua casa de campo e seu ‘papo cabeça’.

Maíra Campos e Daniel Pedro brindam em Cachimônia / Foto Paulo Barbuto

Cachimônia é o terceiro espetáculo da trilogia da Cia. Artinerant´s, criado pelos artistas Maíra Campos e Daniel Pedro que também são sócios do Circo Zanni.

Daniel Pedro: painel com cabeças de animais; Maíra Campos como cabra / Paulo Barbuto

Em janeiro de 2019, Maíra e Daniel Pedro realizaram residência artística no Circo Migra em La Paloma, Uruguai, locomovendo-se e morando em um motor home. A viagem durou quase dois meses e ao longo dela foram realizadas apresentações de espetáculos na rua. A residência teve o objetivo de dividir a criação e direção do espetáculo Cachimônia, com Tato Villanueva – ator, palhaço, professor e diretor argentino reconhecido por sua excelência na arte de atuar e ensinar a arte circense.

Maíra Campos no alto de estrutura criada para o espetáculo / Paulo Barbuto

Cachimônia contou também com a direção de Lu Lopes, a palhaça Rubra. Ela dirigiu os dois primeiros espetáculos da trilogia: Vizinhos e Balbúrdia. 

Vizinhos

O público se diverte, em Vizinhos, o primeiro espetáculo da trilogia, com o cotidiano de um homem e de uma mulher que dividem um espaço em que os objetos domésticos se transformam e assumem funções diferenciadas, flertando com o surrealismo. É o caso de um sofá que vira trampolim e de um livro que queima na mão do homem/leitor.  Ou ainda de um ‘fio’ de arame como fosse um varal de roupa em que a mulher caminha e se equilibra diante dos desafios do cotidiano. 

Balbúrdia

Balbúrdia, o segundo espetáculo, discute por meio da arte circense as relações de um casal, que inventa e reinventa suas narrativas para explicar o seu convívio. Eles apresentam situações de ternura e tensão. A montagem interpreta as reações masculina e feminina diante dos acontecimentos com humor. A mulher, mais irônica, faz pirraça e fica, literalmente, com a macaca diante de peripécias do companheiro. Ele monta um mosaico de madeira de equilíbrio tênue que pode desmoronar, assim como o amor, a qualquer momento.

É o amor na corda bamba. 

Cachimônia   

Local: Sesc Sorocaba – Teatro – rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade

Sorocaba fica distante 97 km de São Paulo e o acesso a cidade pode ser feito pelas rodovias Castelo Branco ou Raposo Tavares

Dia e horário: sábado 11/1, às 20 horas

Ingressos:

R$ 9,00 – credencial Sesc

R$ 15,00 – meia-entrada

R$ 30,00 – inteira

Duração: 50 minutos

Classificação etária: livre

Ficha técnica

Criação: Artinerant’s e Tato Villanueva

Direção: Lu Lopes

Elenco: Daniel Pedro e Maíra Campos

Figurino: Artinerant’s

Direção de arte: Joana Lira

Desenho de luz: Dodô Giovanetti

Cenotécnica e contrarregragem: Edimar Santos

Trilha Sonora: Artinerant’s, Fê Stok e Lu Lopes

Idealização de projeto e produção: Marina Ferreira

Idealização de projeto e produção: Marina Ferreira

Legenda Foto de Capa – Maíra Campos e Daniel Pedro em cena de Cachimônia/Paulo Barbuto

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