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Cachimônia convida à reflexão

 

Maíra Campos em Cachimônia / Asa Campos

 

Da Redação 

Cachimônia é o terceiro espetáculo da companhia Artinerant´s – criada por Daniel Pedro e Maíra Campos – ambos integrantes do Circo Zanni – e vai se apresentar sexta (13) e sábado (14), às 20 horas e domingo (15), às 18 horas, na Sala Olido, avenida São João, 473, centro histórico de São Paulo. Os dois outros espetáculos da companhia são Vizinhos e Balbúrdia – dirigidos por Lu Lopes, a Palhaça Rubra. 

Em Cachimônia a direção é dividida entre Lu Lopes e o argentino Tato Villanueva. 

Maíra Campos e Daniel Pedro viajaram para o Uruguai, em janeiro desse ano, no trailer do Artinerant´s, com o filho Raul, 3 anos, para a cidade de Paloma, no Uruguai, onde se apresentava o Circo Migra com a participação de Tato Villanueva. Lá, o trio deu andamento ao processo de criação de Cachimônia. 

 

Daniel Pedro segura garrafas de leite para Maíra Campos andar sobre elas / Asa Campos

 

De volta para o Brasil no final de fevereiro, retomaram os ensaios  com Tato Villanueva (que estava no país) e depois com Lu Lopes. 

Cachimônia – que quer dizer tudo relacionado a ‘cachola’ (cabeça) — fala da noite de embriaguez e delírio de um casal no campo. Tem direito a máscara de cabra de Maíra, salto alto com lantejoulas de Daniel (Nié), mãos, braços e cabeça de manequim, sob o signo da acrobacia e equilibrismo, tudo misturado com humor e música.

O cenário e aparelhos como o do equilíbrio foram criados para dar a ideia do cotidiano da vida rural envolvido em névoa de sonhos. 

 

Humor com as mãos de manequim / Asa Campos

 

Em Vizinhos, primeiro espetáculo da Artinerant´s, o público se diverte com o cotidiano de um homem e de uma mulher que dividem um espaço em que os objetos domésticos se transformam e assumem funções diferenciadas, flertando com o surrealismo. É o caso de um sofá que vira trampolim, de um livro que queima na mão do leitor, de um ‘fio’ de varal que é usado para equilibrismo. 

 

Música para ouvidos em meio a sobressaltos de Cachimônia / Asa Campos

 

Em Balbúrdia, o espetáculo interpreta as reações masculina e feminina diante dos acontecimentos sob o prisma do humor. É o caso do homem (Daniel Pedro) que usa um maçarico em cena que produz barulho e faíscas enquanto a mulher desce por cordas ao som de música clássica – quase operística. Contraste e confrontos. Mas, no final, ao descer das cordas de ponta cabeça ela encontra o ombro do companheiro de travessia do cotidiano. 

 

Salto alto de lantejoulas de Daniel Pedro / Asa Campos

 

Agora, Cachimônia dá as cartas no xadrez do dia a dia do casal e, ainda que possa soar como chavão, é mesmo fecho de ouro da trilogia da Artinerant´s. 

Vale a pena conferir na Sala Olido nesse final de semana. 

 

Ironia com braço e cabeça de manequim / Asa Campos

 

 

 

Ficha técnica
Direção: Lu Lopes e Tato Villanueva
Elenco: Daniel Pedro e Maíra Campos
Direção de Arte: Joana Lira

Figurino: Artinerant’s
Desenho de luz: Dodô Giovanetti
Cenotécnica e contrarregragem: Edimar Santos
Trilha Sonora: Artinerant’s, Fê Stok e Lu Lopes
Produção: Marina Ferreira

 

 

Foto de capa – Cena de Cachimônia, com Daniel Pedro e Maíra Campos / Divulgação 

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