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Acolher ou não o estrangeiro, eis a questão

 

Cena do espetáculo Telhado de Ninguém / Paulo Barbuto

 

Beth Néspoli, no Blog Circos do Sesc/SP

 

“Pertence à linhagem do humor chapliniano, aquele travo de doce-amargo, a poética de Telhado de ninguém, criação da Companhia do Polvo, voltada para o público infantil, que tem concepção assinada pela brasileira Natália Presser e pelo australiano Mark Bromilow. Nesse espetáculo sem palavras, uma dupla clownesca (Natália e Nico Serrano) tem de lidar com uma situação drástica: a carência de meios e a exiguidade do território quando ficam presos num telhado de uma cidade inundada por uma tempestade.

Assinada por Bromilow, a dramaturgia desse espetáculo, que fez sua estreia na 4ª edição do CIRCOS – Festival Sesc Internacional de Circo, desenha um gráfico de tensão que vai da disputa de território ao compartilhamento. O traçado de linha irregular da relação que aos poucos se estabelece entre a dupla, seria melhor dizer de trajetória errática, tem como aspecto positivo abrir espaço para hesitações e contradições que intensificam a humanidade dos personagens.

Desde a entrada do público, a atriz já está no alto de uma antena sobre o telhado no qual há ainda uma chaminé e vê-se a parte superior de uma dessas janelas estilo chalé. Ligando o telhado ao poste de iluminação público, enxerga-se um fio que será explorado com números de equilíbrio em corda bamba que chegam ao ápice do rigor técnico e encantamento com uma dança do casal. O espetáculo tem início com acenos de socorro do alto da antena, mas uma nova pancada de chuva parece ter como efeito a consciência de que será necessário sair da suspensão e explorar o território.

O segundo personagem chegará, pouco depois, boiando num barril sobre o “tapete” de garrafas pets, sacos de lixo e outros dejetos, cenografia que parece ser artifício para dar forma à água e também servir de estímulo à imaginação crítica do público. Ele sobe sem ser notado o que enseja o número clássico da palhaçaria de invisibilidade e encontro súbito e assustador.

Ao sair do barril, o homem tem a cabeça coberta por um turbante no estilo árabe, logo depois retirado e trocado por um chapéu. Ainda que seja possível compreender a carga simbólica que carrega, a permanência do signo étnico-religioso colocaria a dupla caminhando em corda bamba num difícil equilíbrio entre o reforço e a reversão de preconceitos. Sem esse adereço a problematização quanto ao estrangeiro se amplia, em especial porque predomina na disputa por ocupação do território a lógica de “quem chegou primeiro”, aspecto que muito provavelmente não escapa à reflexão das crianças.

Enquanto ela fica com o todo o telhado, ele é obrigado a dormir encolhido junto ao poste, corpo no fio suspenso sobre as águas. No esboço de personalidade da dupla, ela é a que se impõe pela força, ele conquista pela delicadeza. Mais do que a tradicional troca de papéis, explora-se uma reversão de expectativas de senso comum sobre categorias feminino e masculino, base da cena na qual ambos disputam programas distintos em uma televisão, cujo surgimento só é possível na lógica absurda dos palhaços.

O espetáculo agrega técnicas diversas, até mesmo a de marionetes na figura de um simpático rato ladrão, todas convergindo para a relação dos personagens com o espaço e os objetos. Algumas provocam efeitos perturbadores da percepção. Por exemplo, Natália irá exibir rigorosa técnica de ginasta – sua formação de origem – na ação de espanar a antena, um dos procedimentos da personagem na tentativa de domesticar o espaço hostil.

Depois de escalar o mastro, ela fará malabarismos para realizar aquele tipo de limpeza minuciosa característico da dona de casa perfeccionista. Porém, como boa palhaça, busca as formas corporais mais inusitadas para não deixar um átomo de poeira sequer. O efeito brota do contraste entre focos de atenção num jogo que reside no modo como ela parece não fazer esforço algum para ficar pendurada pela pontinha dos dedos do pé, enquanto, inversamente, aplica intensa concentração no ato de limpar.

Sempre que uma oposição desse tipo ganha a cena, a atenção do espectador fica necessariamente dividida, cabendo a ele a percepção do risco e do alto grau de habilidade empregados no ato. O espetáculo tem ainda bons momentos quando explora o humor na linha do nonsense, como ocorre em uma cena de pescaria, quando um sorvete e uma salsicha podem receber o mesmo tratamento na churrasqueira improvisada.

A trilha sonora, típica dos desenhos animados, nos quais gestos ou um simples bater de cabeça tem sonoridades próprias, tem papel fundamental nesse espetáculo sem palavras, e exige rigor de execução. No entanto, talvez por se tratar de uma estreia, a impressão era a de que a precisão exigida manteve a dupla de atores demasiadamente presa às suas próprias ações, deixando em segundo plano a comunicação com a plateia.

Tal observação de modo algum se dá no sentido de solicitar aquela interação direta com as crianças, ao contrário disso, soam muito positivos os silêncios e imobilidades da atriz em seu desolamento inicial. A ansiedade para com a ação constante costuma ser exigência mais de adultos do que de crianças, capazes de se manter atentas diante da expectativa de um acontecimento.

Sem exageros, a busca de algum grau de cumplicidade pode ser importante. Triangulação com a plateia é algo que os cômicos populares alcançam muitas vezes sem qualquer palavra dirigida diretamente ao auditório. Basta uma determinada atitude corporal, um olhar, um modo de estar em cena e o vínculo se estabelece. Ainda que proposição nesse Telhado de ninguém seja mesmo a da atitude mais contemplativa, alguns tempos esgarçados demais e algum excesso de ensimesmamento, se essa análise procede, talvez tenham origem na tensão natural das estreias, e se ajustem ao longo da temporada.”

 

 

 

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