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Picadeiro

Encontro com o grande Petit e sua aventura no céu de Nova York; Fringe 2015, o maior festival de artes do mundo, alcança a venda de 2 milhões de ingressos em Edimburgo (Escócia)

 

Ele atravessou 42 m em um fio esticado entre as torres do World Trade Center, em 7/8/74 

Ivy Fernandes, de Roma

Rostos fixos no céu, olhos arregalados, bocas abertas, respiração suspensa. Não é fácilfácil surpreender uma cidade como Nova York, mas o francês Philippe Petit conseguiu parar a capital do mundo na manhã de 7 de agosto de 1974.

 

Petit : por um fio, em 7/8/74, em NY/ Fotos acervo

Cerca de 100 mil pessoas acompanharam Petit caminhar por 42 metros em um fio de aço, esticado entre as torres gêmeas do World Trade Center, suspenso a 410 metros do solo. Após terminar sua performance, Petit foi preso e passou também pelo hospital Beekman para que fossem checadas sua saúde mental e física.

 

Petit foi preso após terminar sua perfomance e encaminhado a uma delegacia em NY/ Foto Acervo

 

Quarenta e um ano depois, o famoso funâmbulo desembarcou em Roma, em 20 de outubro, para apresentar o filme “The Walk” (A Travessia) em 3D, baseado em sua aventura no céu de Manhatan.

Poucos, como Petit, conseguem realizar um evento que atravessa não somente as fronteiras, mas os anos, e passa e ser incorporado à história. Minutos que valem séculos. 

 

 

A proeza inédita, agora apresentada no filme “A Travessia”, parecia antecipar a chegada dos ventos que varreriam os Estados Unidos.

No dia seguinte à façanha realizada com a ajuda de amigos, em 8 de agosto, o artista acordou com o país que adotou sendo marcado pela renúncia do presidente Richard Nixon, no escândalo conhecido como Watergate – espionagem e invasão dos escritórios do Partido Democrata comandadas pela equipe de Nixon durante o processo eleitoral.

 

Petit se prepara para ligar os cabos e habituar-se com a altura e o nevoeiro de Nova York / Foto Divulgação

 

Preparação de três meses 

Durante a coletiva de imprensa no Auditorium, Petit, aos 66 anos, explica que o filme descreve minuciosamente toda a preparação técnica, física e emocional que precedeu a sua aventura há mais de 40 anos.

“Analisando bem a previsão do tempo, que na América é quase perfeita, marquei a travessia para o dia 7 de agosto, ao nascer do sol. Tudo durou 45 minutos. Foi um percurso longo, de 42 metros, a distância de uma torre a outra. Para mim, um momento mágico. Tinha um pouco de nevoeiro. Foi um sonho que parecia impossível. O limite do absurdo.”

 

Travessia de Petit: fio estendido entre as torres do World Trade Center, em 7/8/1974 / Foto Divulgação

 

O filme mostra um Petit, interpretado por Joseph Gordon-Leavitt, que renasce na América após deixar a França. Com a namorada Annie (Charlotte Le Bon), uma artista de rua, Jean-Louis, seu grande amigo, interpretado por Clément Sibony, um fotógrafo e um antigo equilibrista, que ensinou os segredos da caminhada no aço, conhecido como papa Rudy (Ben Kingsley), o artista começa a trabalhar na realização de seu projeto.

 

Cena do filme "The Walk" (A Travessia) / Foto Divulgação

 

Philippe e Annie, sua namorada, que o acompanhou no projeto da travessia / Foto acervo

 

 

Os aventureiros  

Os amigos aventureiros foram determinantes para a realização do que havia idealizado. Liderados por Anne, conseguiram resolver todos os problemas durante a fase preparatória, que durou cerca de três meses.

“Realizamos mais de 200 visitas aos edifícios do World Trade Center. As construções ainda não estavam terminadas”, relembra o artista.

 

 

Para não levantar suspeitas durante as visitas ao prédio, Petit se passou por jornalista, fotógrafo francês de uma revista de arquitetura e acadêmico. 

“Tudo tinha de ser escondido, porque se a polícia soubesse que estávamos preparando uma aventura nos céus de Nova York, certamente, seríamos expulsos do país.”

Segundo Petit, o grupo concluiu que seria preciso usar um longo e “invisível” fio de corda que seria lançado com uma flecha de uma torre a outra, antes de colocar o cabo de aço. “Entramos no edifício na noite do dia 6 de agosto e passamos a madrugada montando o cabo. A travessia tinha de ser iniciada às 7 da manhã, para surpreender a cidade.” O mais difícil foi transportar todo o material pesadíssimo. “Somente o cabo, um total de 60 metros, pesava mais de 200 quilos”, explica Petit. 

O grupo foi de elevador até o 101.º andar e, dali para o topo do edifício, e todo o material teve que ser carregado pelas escadas. Com o “circo” armado no céu de Manhattan, não havia mais como a polícia impedir o espetáculo.

 

Petit: equilíbrio em um fio entre as torres da Catedral de Notre Dame (Paris) / Foto acervo

 

Petit já era conhecido por façanhas anteriores, como atravessar as duas torres da Catedral de Notre Dame, em Paris. Mas o espetáculo que proporcionou, no coração de Nova York, o elevou a um patamar jamais conhecido.

 

Balanço exato entre o corpo e a mente

Philippe Petit, no Auditorium, em Roma, durante coletiva para falar do filme "The Walk" / Foto Divulgação

 

O artista conta que, em algumas cenas, o ator Joseph Gordon-Levitt fica muito parecido com ele. “Fiz questão de encontrá-lo antes do início das filmagens, para tentar explicar as emoções quando se está completamente sozinho no espaço, perto das nuvens. Durante vários dias provamos juntos a experiência de caminhar num fio de aço, naturalmente, pouco elevado, para que ele pudesse sentir a pressão, o vazio, e se concentrar olhando somente para a frente. Alcançar a reta final.”

“Petit é incansável”, define Gordon-Levitt. “Me ensinou a caminhar no fio de aço com uma barra nas mãos, tentando encontrar o ponto exato do balanço entre o corpo e a mente.” 

A travessia do cabo de aço ligando as torres do World Trade Center, dramaticamente destruídas no atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, idealizada por Petit, não era somente uma fantástica prova de habilidade, tenacidade, força de vontade, mas a metáfora da vida humana.

“Creio firmemente que cada um constrói, tijolo por tijolo, a própria existência. 

 

Se perder a concentração, perde o equilíbrio

Petit se exibe em Whashington Square, centro de New York / Foto Divulgação

 

A arte de caminhar sem perder o equilíbrio está na concentração, no que se está realizando, sem olhar nem uma vez para baixo, mas para frente. Essa concentração, no no meu ponto de vista, é a essência da própria existência humana. Se perder a concentração, se perde o equilíbrio. Um homem que sabe caminhar no cabo de aço, caminha também sobre a corda metafórica das dificuldades cotidianas da própria existência”.

Petit vive hoje nos arredores de Nova York, onde mantém uma escola de circo, onde ensina equilibrismo e malabarismo para crianças.  E continua a andar em um fio (treina três horas por dia) e a fazer apresentações na rua. 

 

Petit e o Oscar do documentário "Man on Wire"/ Foto Divulgação

 

 

O documentário “Man on Wire” (Homem no Fio), de James Marsh, que descreve sua façanha nos céus de Nova York, ganhou o Oscar, em 2012, como melhor documentário.  

Petit é também escritor e tem dez livros publicados. O artista volta à Itália em agosto do próximo ano para discutir o seu mais recente livro: “Criatividade – um crime perfeito”. “A criatividade é como o ar que respiramos”, afirma o autor.

 

Capa do livro de Philippe Petit: "Criatividade - um crime perfeito"

 

 

Ficha técnica:

Joseph Gordon-Levitt, no papel de Petit, em cena do filme "The Walk" / Divulgação

 

O filme “A Travessia” tem direção de Robert Zemeckis, de filmes como “Forrest Gump”, “De volta para o futuro”, “A morte lhe cai bem”. Os efeitos especiais são do especialista Kevin Baillie, de “Transformers: age of extinction” (Transformers: idade da extinção) “Star Trek into darness” (Star Trek na escuridão). A direção de fotografia é de Dariusz Wolski. O filme foi rodado, em parte, no Canadá e custou US$ 35 milhões. Entre os atores estão Joseph Gordon-Levitt, Ben Kingsley e Charlotte Le Bon.

 

Tradução do vídeo da capa: Relato da travessia de Petit feito pela CBN News, em 7/8/1974 

Âncora – Chris Kelley, da CBN News:

“Em mais uma manhã rotineira para o repórter de trânsito, no helicóptero em New York, ele tinha mais o que dizer para os seus ouvintes no rádio, afora falar como estava o tráfego na pista do West Side.

Repórter: Neal Bush

“Eu digo a vocês que sinto um frio na boca do estômago. É que no topo do World Trade Center tem alguém em um fio de arame estendido entre os dois prédios.”

Âncora- Chris Kelley

“Esse alguém é Phillipe Petit, um francês de 24 anos, que equilibrava-se em um arame a 510 metros de altura, sem rede por baixo. Ele e seus companheiros conseguiram se esconder no World Trade Center, durante a noite e bem cedo, nesta manhã, estenderam um cabo de arame entre os dois prédios, usando uma espécie de arco e flecha, para lançar esse cabo.

Petit fez com que centenas de pessoas ficassem olhando para ele mas a polícia considerou que ele estaria melhor e mais seguro algemado em uma cadeira.”

Repórter da CBN pergunta a Petit na delegacia: “Por que você fez isso”?

E ele responde: “Não havia outra maneira, quando eu vejo um lindo lugar como esse não consigo resistir e estico o arame.”

Repórter pede ao sargente Charles Daniels, que tirou Petit do arame após sua travessia, que descreva como viu a ‘grande apresentação’.

Policial Charles Daniels: Ele estava balançando sobre seus pés, e eles, realmente, estavam saindo fora do arame. Então, ele se ajoelhou no arame, depois deitou e colocou suas mãos atrás da nuca e ficou completamente relaxado: balançava uma das pernas com cuidado.

Repórter: Ele estava rindo?

Policial: Não, enquanto ele fazia a apresentação, ele só estava deitado e relaxado, como se quisesse tirar uma soneca.

Repórter: Como você classifica essa travessia?

Policial: Espetacular, de grande impacto.

Âncora Chris Kelly: Petit foi acusado de desordem e invasão e ganhou a sentença: realizar um show de graça para crianças no Central Park.    

 

 

 

Circo contemporâneo é destaque no maior evento artístico do mundo

 

Cartaz do Fringe 2015 - festival que acontece anualmente em Edimburgo, na Escócia / Foto Divulgação

 

Ivy Fernandes, de Roma

O Fringe 2015 (Festival de Edimburgo, na Escócia) contabilizou seu sucesso: 2.298.090 ingressos vendidos, 50.459 performances e 3.313 produções que ocuparam 313 locais entre palácios, teatros, escolas, parques e ruas, de 7 a 31 de agosto. Um aumento de 3,8% comparado ao mesmo período do ano passado. 

 

Público nas ruas de Edimburgo durante o Fringe 2015 / Foto Divulgação

 

“Ao fazer um balanço do Fringe 2015, destacamos a venda de 2.298.090 ingressos – sem contar os 800 shows gratuitos. Mais uma vez, artistas e público viajaram milhares de quilômetros para participar desse evento cultural que é único no mundo”, afirma Kath M. Mainland, diretora-geral do festival. E acrescenta: “O Fringe procura sempre apresentar o que há de mais contemporâneo e original, no universo das artes cênicas. Esse ano participaram 49 países. Cada pessoa que assistiu ou participou das apresentações irá conservar essa experiência inesquecível para o resto da vida.”

Os tradicionais ônibus de dois andares contavam com bar interno bem-equipado e transportavam os espectadores de um lado para outro. Tinha de tudo para todas as idades: circo, dança, teatro, comédias, música, vídeos e shows de rua – apresentações contínuas que duravam o dia inteiro e entravam noite adentro no evento artístico considerado o maior do mundo.

 

Performances na rua fazem o espetáculo / Foto The Guardian

 

A característica do Fringe é acolher artistas profissionais e amadores. Mais: qualquer pessoa do público pode colocar uma fantasia ou uma máscara, sair pelas ruas de Edimburgo  e brincar de ser artista por algumas horas ou dias. 

Durante 23 dias, a cidade foi invadida por milhares de artistas provenientes de 49 países com o objetivo de mostrar suas habilidades e atrair interesse — seja do público, seja dos empresários e produtores artísticos. O festival se tornou um verdadeiro trampolim para artistas emergentes e atrai todos os anos um grande  público.

 

Circa, da Austrália, inova

Trupe da cia. australiana CIRCA - uma das mais criativas do Fringe / Foto Divulgação

 

O espetáculo “Close–up to Underbelly”, da Circa – companhia australiana que traz em seu currículo espetáculos de circo contemporâneo dos mais criativos da atualidade – foi bastante aplaudido durante o Fringe. Veja abaixo um trecho da trupe em ação. 

 

 

Quem também conquistou o público foram os artistas e músicos de Soweto com “News Rhythms of Soweto”, show que mostra os altos e baixos da vida dos jovens na histórica cidade sul -africana.

 

Trupe de Soweto no Fringe 2015 / Foto Divulgação

 

O  novo complexo de lonas de circo coloridas e colocados na cidade foi destaque do Fringe. “Nesses locais foram montadas performances circenses mais eletrizantes que até agora o Fringe pôde ver”, afirma The Guardian, jornal inglês, um dos mais prestigiados da atualidade.  

 

Comédias ácidas em alta

Artistas conhecidos, como Jô Brand, Al Murray, Phil Jupitus, dominaram o Fringe com comédias – elas chegaram a representar 34% dos espetáculos apresentados no festival. Essas comédias abordam temas atuais como relações familiares, sexualidade e transgressões cotidianas. Problemas atuais que passam da vida real para os palcos e chegam até mesmo a relato de bastidores.

O comediante Jimmy McGhie com “Os pecados do pai” causou impacto ao falar de suas humilhações infantis.            

 

Carimbo do Royal Mail   

Kath Mainland, coordenadora do evento, mostra o carimbo do Royal Post / Foto Divulgação

 

O histórico Correio, o “Royal Mail”, participou esse ano do “Edinburgh Festival Fringe” por meio da emissão de um carimbo especial, UK 07-31 agosto, colocado em toda correspondência enviada, o que comprova o prestígio do evento. 

Os carimbos postais do Royal Mail são reservados para ocasiões especiais e são utilizados para reconhecer eventos importantes. Foi a primeira vez em 500 anos de história do Royal Mail que um festival foi celebrado com um carimbo postal oficial, afirma Kath M. Mainland, que comanda o Fringe Festival.

O final de cada dia no Fringe era saudado com um show de fogos de artifício em um castelo da cidade – imperdível atração. Confira abaixo no vídeo.   

 

 

Veja Galeria de Fotos do Fringe 2015.

"Tomorrow - Vanishing Point´s" surpreendente exploração da idade / Foto The Guardian

 

Robô Mog investiga Gilmour, o veterano que coleta contribuições para o Royal Hospital / Foto The Guardian

 

Elenco de "Prick up your ears" (Abra seus ouvidos) no espetáculo "Stone" (Rocha) / Foto The Guardian

 

"The Dream Sequentialists" (Sonho em sequência ) / Foto The Guardian

 

"Follow the Faun" (Siga o Fauno) que está com o celular / Foto The Guardian

 

Vestidos de branco e preto no Fringe 2015 / Foto Divulgação

 

Performance nas ruas de Edimburgo no Fringe 2015 / Foto Divulgação

 

Espetáculo de dança e humor do Dan Fringe-Getty / Foto Divulgação

 

Caras e máscaras durante o festival / Foto Divulgação

 

Divertimento com a banda improvisada / Foto Divulgação

 

Dança coreana na rua / Foto The Guardian

 

Dançarinos do hip-hop nos patins apresentado no Murrayfield Ice Rink / Foto The Guardian

 

 

 

Postagem – Alyne Albuquerque

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