Destaques
Luto. De mãos dadas para enfrentar tempos brutos após as eleiçoes. 07/02/2019
Quinta-feira: 7.2.2019
Folha de S.Paulo – E o Queiroz? ESCOAFEDEU-SE!
Ilustrada – José Simão
E o Onyx é um dos poucos civis do governo! Mas é fabricado pela General Motors!
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!
Charge do Duke: “Cadê o Queiroz? Escoafedeu-se”.
Rarará!
Piadas Prontas!
1) “Disney World poderá se instalar em Brasília.” Já está instalada! Só de Patetas tem mais de 300! E a Cinderela é a Michelle! E o Tio Patinhas, o Guedes! E o Lobo Mau, o Renan! Rarará!
2) “Roger Waters elogia Maduro e decepciona fãs.” E emociona a Gleisi! Ops, a Crazy Hoffmann! Agora a Crazy vai cantar: “Shine on You Crazy Maduro”. E “Another Brick in the Wall” traduziu para “Você é o Meu Tijolinho”. Rarará!
E esta: “Volto ao cargo amanhã, diz ministro do Turismo exonerado por Bolsonaro”. Mas ele usou laranjas para desviar recursos para campanha! Ô povo pra gostar de laranja! PSL: Partido Suco de Laranja! Rarará!
E o tuiteiro Marcos Cesar mandou avisar pro Flávio que NOSSA BANDEIRA JAMAIS SERÁ LARANJA!
Rarará!
E mais esta: “Crime de caixa dois deve pegar até oito anos de prisão, propõe Moro”. Então pega o Onyx! Que já tá aí do lado! Caixa quatro: 16 anos! Diz que o Onyx é um dos poucos civis do governo! Mas é fabricado pela General Motors! Rarará!
“Questionada sobre o diploma em direito constitucional, Damares responde: é título bíblico!.” E os da USP e da PUC ainda valem? O diploma foi dado por Moisés e a colação de grau foi no pé da goiabeira!
Rarará!
E apareceu um filho novo do Bolsonaro: Jair Renan! Já sei, ele é filho do Jair com o Renan! Aí eu fui pesquisar e achei uma foto dele: sentado no trono de “Game of Thrones” e com uma camiseta de uma arma disparando! O DNA da família! E sai desse trono que não te pertence! Pertence à mãe dos dragões. Usurpador!
Rarará!
“Filho vai morar em apartamento que Bolsonaro disse ter colocado à venda.” Eu acho que eu faria a mesma coisa! Rarará!
O Brasil é Lúdico! Olha essa loja de fardas em BH: Milicianos. Devia ser do Queiroz e do Flávio! Os Milicianos! Rarará!
Predestinado! Direto de Teresina: João Azedo e Brasileiro Escritório de Advocacia! Avisa pro Azedo que o Brasil azedou! Rarará!
Nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
Quinta-feira: 7.2.2019
Blog do Reinaldo Azevedo
CONDENAÇÃO DE LULA 1: ex-presidente já estava condenado por um jeito de ver o direito antes do julgamento. É o mesmo do tríplex
A juíza Gabriela Hardt, que substituiu Sérgio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia. Era um segredo de polichinelo. Escrevi algumas dezenas de vezes no blog que essa condenação era certa com a luz do dia. A situação do ex-presidente se complicou bastante. Vamos com calma. A sentença tem 327 páginas. A moldura do processo é a mesmíssima do sítio de Guarujá. Assim, não havia como ter outro desfecho. Porque Lula está sendo julgado pelos mesmos critérios e pela mesma, vamos dizer, escola de pensamento. Ainda que a juíza visse algum vício — e creio que não veja —, tomaria a decisão que tomou porque tal decisão jogaria luzes na condenação assinada por Sérgio Moro. Assim, e nos estritos termos da minha consideração, Lula já estava condenado antes mesmo de ser julgado. Resta saber se essa, vá lá, escola de julgamento e condenação vai vigorar também para os varões e varoas de Plutarco do bolsonarismo. A sentença tem, reitero, 327 páginas. Estou quase terminando a leitura.
CONDENAÇÃO DE LULA 2:
Na comparação com caso de Guarujá, resta evidente, desta vez, que o então presidente e família eram usuários do imóvel
O que há de diferente no caso do sítio no cotejo com o do apartamento — e, note-se: há diferenças contra e a favor de Lula? Nesse processo, há evidências inequívocas de que gente do entorno do então presidente atuou para deixar o imóvel ao gosto da família, com destaque para Marisa Letícia, mulher do ex-presidente. Mais: à diferença do que se deu no tríplex de Guarujá, era efetivamente frequentado pelo líder petista e sua família. Não há a menor dúvida de que o desembolso feito pelas empresas buscava agradar ao então presidente da República, com quem os senhores empreiteiros mantinham excelentes relações. Se bem se lembram, no caso do apartamento, fez-se um grande esforço para evidenciar a ligação entre Lula e o dito-cujo, mas tudo era muito frágil. Até que veio à luz um depoimento de Leo Pinheiro, da OAS. Bastou a sua palavra: o apartamento pertencia a Lula. No caso em questão, não há uma, mas várias palavras a asseverar: sim, o petista e familiares eram os reais usuários do sítio, que foi reformado com dinheiro de empreiteiros
CONDENAÇÃO DE LULA 3:
Empreiteiros negam em depoimento à juíza que recursos da reforma tinham origem nos contratos com a Petrobras
Juíza Gabriela Hardt: sua sentença segue os passos daquela dada por Moro
Mas há também depoimentos que, em tempos normais, contribuiriam para desmoralizar a acusação do Ministério Público. E a própria juíza Gabriela Hardt transcreve parte do que a defesa levou aos autos. Trecho do depoimento de Emílio Odebrecht:
Juíza: O senhor se lembra de ter falado com o senhor presidente, reclamado de alguma questão da Petrobrás, da dificuldade que a empresa estava tendo?
Emílio Odebrecht: Não (…). As minhas conversas que eu tinha com ele era efetivamente a forma da minha organização poder crescer, lutar e já ajudar o país a crescer, era a forma com que eu tinha, e se eu pudesse influenciar nessa direção era o que eu fazia, contribuía.
Mais um diálogo:
“Defesa: (…) senhor Marcelo, o senhor tratou pessoalmente sobre esses quatro contratos com o presidente Lula?
Marcelo Odebrecht:- Sobre esse ponto da denúncia, não houve, quer dizer, eu não fiz nenhuma tratativa direta ou indireta com o presidente Lula envolvendo contratos da Petrobrás.
Para onde essas e outras negativas conduzem a questão?
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, que a juíza transcreve à página 3 de sua sentença, o dinheiro que custeou a reforma do sítio era parte da propina que Odebrecht e OAS pagavam para manter contratos com a Petrobras, a saber:
No caso da Obrechet:
- a) contratos da Petrobrás com o Consórcio RNEST-CONEST para obras na Refinaria do Nordeste Abreu e Lima/RNEST;
- b) contrato da Petrobrás com o Consórcio Pipe-Rack para obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro/COMPERJ; e
- c) contrato da Petrobrás com o Consórcio TUC para obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro/COMPERJ.
Do Grupo OAS:
- a) contrato da TAG – Transportadora Associada de Gás, subsidiária da Petrobrás, com a Construtora OAS para construção do Gasoduto Pilar-Ipojuca (Pilar/AL a Ipojuca/PE);
- b) contrato da Transportadora Urucu Manaus S/A, subsidiária da Petrobrás, com o Consórcio GASAM, integrado pela Construtora OAS, para construção do GLP Duto Urucu-Coari (Urucu/AM a Coari/AM); e
- c) contrato da Petrobrás com o Consórcio Novo Cenpes para a construção predial para ampliação do CENPES (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello).
Então ficamos assim: os mimos das empreiteiras no sítio de Atibaia, segundo a denúncia, derivam de seis contratos, certo? Logo, cabe ao órgão acusador apontar as provas de que assim as coisas se deram. Será que foi desta vez?
Quinta-feira: 7.2.2019
Folha de S.Paulo – Até a esquerda detona Maduro, menos os latinos que recebem mordomias
Clóvis Rossi
Personalidades que trabalharam com Hugo Chávez conversam com Juan Guaidó
Aviso ao pessoal do PT e do PSOL e de outros setores que se acham de esquerda e continuam apoiando a ditadura venezuelana: até personalidades que trabalharam com Hugo Chávez –esse grande ídolo de vocês todos– estão conversando com Juan Guaidó, o presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente encarregado da República.
À saída de um encontro na terça-feira (5), Héctor Navarro, ministro da Educação com Chávez, foi curto e grosso: “O governo de Maduro é o pior governo que a Venezuela teve em sua história”.
Navarro foi um dos membros da Plataforma em Defesa da Constituição que aceitou conversar com Guaidó. Trata-se de um grupo usualmente chamado de “chavistas dissidentes”, pessoal que trabalhou com Hugo Chávez mas não engole Nicolás Maduro.
Essa fatia da esquerda defende rigorosamente o mesmo que o Grupo de Lima e os países europeus que esta semana respaldaram Guaidó: “É preciso sair de Maduro, mas por uma via que está prevista na Constituição, democrática e pacífica”, disse Navarro.
Fora da Venezuela, há outros esquerdistas que, ao contrário do PT/PSOL e cia., perderam completamente a paciência com Maduro. Caso, por exemplo, de líderes da Frente Ampla chilena, coalizão de movimentos de esquerda criado faz pouco para tentar arejar a política local e introduzir uma cunha na polarização direita/esquerda tradicionais.
O deputado Pablo Vidal, de Revolução Democrática, um dos grupos da Frente Ampla, disse ao jornal La Tercera que “Maduro se converteu em ditador e a esquerda chilena não pode continuar sendo cúmplice dele”.
Apoiou-o seu colega Giorgio Jackson, um dos rostos do movimento estudantil de protesto, hoje deputado: “Lamentavelmente, as ações de Maduro progressivamente tornaram indistinguível o que ocorre na Venezuela do que ocorre em uma ditadura”, declarou.
Voltemos à Venezuela e ouçamos agora Manuel Sutherland, economista que foi conselheiro informal de Chávez nos seus primórdios e continua tão de esquerda que pertence à Associação Latino-Americana de Economia Marxista.
Sutherland tem uma explicação para o silêncio de boa parte da esquerda latino-americana em relação à ditadura venezuelana.
Em entrevista recente para Nueva Sociedad, revista da social-democracia alemã, Sutherland afirmou: “A esquerda latino-americana em geral ‘viveu’ do chavismo, quer dizer, uma infinidade de notáveis da esquerda desfilaram pelo país, recebendo suculentas diárias, dando entrevistas e prestando assessorias”.
Mais: “Centenas de líderes de pequenos partidos e organizações receberam generosa ajuda do governo bolivariano”.
Em português claro: é a famosa boquinha.
Sutherland sabe do que fala, pelo contato próximo que teve com Chávez e o chavismo, pelo menos o original.
Para ele, há um segundo motivo para a esquerda calar-se: quer se distanciar dos governos de direita (de Mauricio Macri, de Sebastián Piñera ou Jair Bolsonaro). Na busca desse distanciamento, perde a referência da realidade concreta, diz Sutherland, e “tratam de justificar honestamente políticas claramente errôneas e com consequências catastróficas para a classe operária e o povo venezuelano”.
Da turma da boquinha, nada a esperar. Mas os outros poderiam abrir os olhos, já não estarão sozinhos.