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Debates intensificam-se na classe circense

Reunião em defesa do Fomento ao Circo Já! no Centro de Memória do Circo /Foto Asa Campos

Cafi Otta, especial para Panis & Circus

São Paulo vem sendo palco e picadeiro de um momento único no universo circense. Disputas acaloradas, assembleias com cara de sessão do Senado e articulações de todos os tipos são formadas numa luta por maiores direitos, ou verbas, para a classe circense.

O primeiro ciclo de debates ocorreu em torno da nova lei de fomento ao circo, amplamente noticiada aqui no Panis & Circus. Pude estar presente na última assembleia de deliberações sobre o tema, e aqui vai meu relato.

 

Cafi Otta no Centro de Memória do Circo / Foto Asa Campos

 

Quando cheguei ao Centro de Memória do Circo, em 4 de abril, uma segunda-feira, duas emoções me pareciam muito claras. Primeiro a alegria por rever grandes amigos circenses, quase um clima de confraternização, as velhas piadas de sempre, rodas animadas de conversa, reunião de amigos. Entretanto, logo percebi que a sala estava dividida ao meio. De um lado estavam os artistas de trupes e grupos, que não tem uma origem circense familiar e tradicional. Do outro, os representantes deste circo dito tradicional, e aí veio a segunda emoção traduzida em clima tenso no ar, olhares de desconfiança disfarçados pelas brincadeiras dos dois lados.

 

Abaixo-assinado eletrônico contra o corte de verba

 

A assembleia começou e realmente parecia uma sessão do Congresso – que, aliás, eu adoro assistir, por mais estranho que pareça. Questões de ordem eram levantadas a todo momento, artistas eram chamados para defender este ou aquele artigo da nova lei, e bate-bocas típicos dos nossos políticos aconteciam de vez em quando. Mas o que vi foi uma construção coletiva e democrática de algo que servirá aos interesses da classe circense como um todo, apesar de ver muita gente brigando pelos seus próprios interesses, o que é normal e previsível em toda democracia.  Muito pior seria se momentos como este não acontecessem.

Como definir um circense de verdade?

Creio que um dos cernes dessa discussão passa por uma questão de legitimidade. Me parece que muitas vezes somos questionados – nós artistas circenses de origem não tradicional – sobre nossa legitimidade como circenses. Sem dúvida a maioria de nós não tiveram a serragem nas veias, não sabe das dificuldades de viver na estrada, de ter que montar e desmontar seus circos em cada novo lugar. Mas algumas coisas me chamam a atenção, e agora falo por mim: admiro muito esta realidade dos artistas itinerantes, a maneira visceral com que encaram esta arte que pra mim sempre esteve ligada ao prazer e à diversão. Tento aprender ao máximo quando entro num circo e vejo aqueles artistas incríveis se apresentando; além disso, creio que muitos de nós teve sua formação ligada a estes artistas, seja como professores ou como parceiros de trabalho, e dessa forma a transmissão de conhecimento se manteve, não de pais para filhos, mas os saberes circenses passaram de geração para geração.

Não tenho dúvidas de que a convivência harmoniosa entre todos os artistas circenses é tão possível quanto necessária. Todos saem ganhando com isso. Os artistas porque seus saberes são complementares, não competem entre si. E o público, que é o motivo principal de nossas atividades, porque assim podem ver uma diversidade muito maior de estilos e maneiras de se apresentar. É na diversidade que mora nossa evolução como artistas e como espécie humana.

Termino este texto concordando com o Pepé Jardim, que cobrou do Panis & Circus mais diversidade na cobertura do universo circense. Gostaria de ver por aqui as palavras e opiniões do que muitos chamam de outro lado, mas que para mim é apenas outro olhar sobre este mesmo lado. Somos todos iguais ao mesmo tempo em que somos tão diferentes, e isso que é legal!

 

Pepe Jardim, do Circo Spacial, no Centro de Memória de Circo / Foto Asa Campos

 

O circo brasileiro, assim como o teatro, a dança, a música, a mímica e tantas outras linguagens artísticas precisa, sim, de maiores investimentos. O corte de 40% sobre os valores do ProAC no Estado de São Paulo é inadmissível. O que já era pouco ficou ainda menor. Um dia a cultura terá tanta importância, e verba, quanto outras pastas ministeriais, como saúde e educação, mas vivemos num país em que estes valores ainda são irrisórios. Mas há de chegar um tempo em que a sociedade vai perceber a importância do nosso trabalho. Até lá seguimos fazendo porque nós sabemos do real valor das nossas ações para a sociedade em que vivemos.

 

Cartaz reúne artistas do circo tradicional e contemporâneo contra o corte ao ProAc

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