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Em meio à guerra, palhaço-soldado come vela

E canta a liberdade junto com o seu pelotão 

Bruna Galvão 

“Liberdade, liberdade, liberdade”, canta o palhaço-soldado Zabobrim juntamente com o seu pelotão. Liberdade. Palavra que não tem amarras, e que tanto pode conotar à ausência de submissão a algo ou a alguém, como à vontade espontânea do indivíduo em agir. Na peça “WWW Para Freedom” (a expressão é um código de operação militar), em cartaz até o dia 23 de fevereiro no Teatro Cit-Ecum, o ator Esio Magalhães, diretor do espetáculo e intérprete de Zabobrim, fala das duas. Isto justifica o canto angustiante do palhaço, que fere sua alma alegre e com vontade de brincar (com seu amigo Willy), além de incomodar a plateia com tamanho lamento.

A dualidade se faz presente em toda a apresentação: Zabobrim atua sozinho no palco, mas conduz seus espectadores a imaginarem um cenário de desolação, de dificuldades e de tristezas. Ele conversa com Willy, que “escondido” em uma barraca (um dos poucos objetos presentes nas cenas), não tolera mais a situação a que estão submetidos.

Zabobrim tenta animá-lo e fala de coisas que em breve poderão voltar a fazer, como assistir televisão, encontrar-se com o vizinho, comer o que se tem vontade, ou ir ao banheiro quando surge a necessidade. Coisas tão simples, mas que eles, como soldados em guerra, estão limitados ou impedidos de fazer. Para resolver os problemas, Zabobrim entra em contato com o seu superior por meio de um rádio-escuta, e sem conseguir falar de seus medos e dilemas, é sempre lembrado (e as respostas vêm com um “yes, sir!”) por seu chefe de que está ali para libertar os oprimidos, para dar a eles um pouco de democracia, ainda que a liberdade seja a custa de dinamites, fuzis e bombas (de chocolate) – e o palhaço enche seu canhão com essas armas.

Apesar de ser protagonizado por um palhaço, que arranca risos da plateia com sua fina ironia, “WWW Para Freedom” é muito mais melancólico do que engraçado.

É do tipo em que o humor está justamente em rir das dores e da desgraça, quando se sabe, que não há graça (real) em rir do sofrimento. Por isso é uma peça que incomoda e que cutuca as feridas dos presentes (afinal, os problemas são de todos).

 

Esio não delimita um tempo e nem um espaço para o seu cenário de guerra, mas ironiza as Forças Armadas de um determinado país, presentes em diversos territórios com o objetivo da “libertação”, que tem em uma de suas cidades a estátua conhecida como o símbolo da Liberdade e cujas músicas, cantadas em sua língua, dizem “we are the champions”, “we are the world” e “what a wonderful world”.

A arrogância deste posicionamento, aliadas à indução de comportamento de seus soldados (que são constantemente relembrados de sua missão a favor da “liberdade”), não afetam (por inteiro) Zabobrim. Ele busca por significado em tanto sofrimento para se alcançar a liberdade, quando a sua liberdade não existe. No final, Zabobrim e WillY são libertos, mas de uma maneira tão chocante, que mais uma vez surge o questionamento do preço pela liberdade.

Na entrevista a seguir, concedida com exclusividade ao Panis & Circus, Esio Magalhães conta como veio a inspiração para criar a peça (para ele, “a arte não se torna redundante em tomar a guerra [mais uma vez] como tema”), reflete sobre a liberdade transmitida com o espetáculo e confessa que come, sim, uma vela durante a apresentação.

Panis & Circus –  Como foi montar a peça?

Esio – A peça foi criada logo após a invasão dos Estados Unidos no Iraque em 2003, cujo objetivo era garantir a liberdade daquele povo e livrar o mundo da ameaça de armas químicas e nucleares. Nenhum dos fantasiosos objetivos desta invasão foi alcançado, ao contrário, o conflito interno se acirrou ainda mais e nunca foram encontradas as armas que eles procuravam.

P&C – Você buscou a ajuda de outros ‘palhaços’ para montar o espetáculo?

Esio –  Comecei a fazer um número sobre a ação de bombardear pela liberdade e depois de apresentá-lo, me deu vontade de aprofundar mais no tema e, depois de trabalhar na Itália com um palhaço de lá, Leris Colombaione, voltei cheio de ideias e botei a mão na massa. Fechei a dramaturgia com minha  parceira Tiche Vianna e estreamos em 2004.

P&C- Mas o palhaço Zabobrim vive uma dualidade: lutar pela liberdade dos outros, quando a sua encontra-se confiscada.

Esio– É justamente este o conflito deste palhaço que, não tomando uma autêntica postura para sua vida, continua a serviço de falsos valores e acaba vendo a vida ir embora em nome de algo que ele não acredita.

P&C- Chega a ser angustiante ver Zabobrim cantar o hino da liberdade. Notei, também, que o fundo do espetáculo é muito mais melancólico do que cômico, ainda que seja protagonizado por um palhaço. Era esta a intenção?

Esio – Não tenho nenhum interesse em fazer de um tema tão trágico, uma história palatável. Não creio num riso que nos faça esquecer o que vivemos, até por que, cedo ou tarde, vamos nos deparar com a vida novamente, então, trabalhamos comicamente com um tema trágico, mas sem tirar a carga trágica inerente a ele. Neste espetáculo, o riso nos lança na profundeza destas questões trágicas.

P&C- Você realmente come uma vela durante a apresentação ou aquilo era um truque?

ESIO- Truques são artifícios dos corruptos que com seus desvios de verba, seus jogos de influência e políticas de privilégios continuam aí, sem serem desmascarados e enganando a todos. Palhaços fazem as coisas com verdade!

P&C- O Zabobrim é o seu personagem principal? Ele também está em outras peças? Fale um pouco sobre ele.

Esio – Zabobrim me acompanha há muito tempo. Tenho outras experiências e mais quatro espetáculos com ele, além de números, palestras, cursos, atuações em rua, hospitais, circo e teatro. Ele é um sonhador que vê que as coisas podem melhorar! Acredita nas pessoas e na tolerância, no amor. Sofre com injustiças e sempre cai, mas acima de tudo, continua caminhando!

P&C- Fazer de “WWW Para Freedom” um monólogo era a intenção primeira do espetáculo? Qual a importância de se ter somente um ator no palco com poucos objetos cenográficos numa peça como essa?

Esio – Não é que foi pensado para ser um monólogo. Mas foi assim que se deu a criação: eu estava trabalhando num número e as ideias e relações foram se desenvolvendo com o trabalho e resultou num solo. Era para ser só um número, mas fui percebendo a força do que estava fazendo e acabei desenvolvendo mais algumas ações. Não o considero como um monólogo, pois o tempo inteiro tenho um diálogo com o público e estamos sempre em jogo. Além do mais, seria uma injustiça não dar o crédito ao Willy que fica dentro da barraca o tempo todo! (risos)

P&C- Já existem programadas outras “aventuras” (peças) para o Zabobrim?

Esio- Sim! A estrada ainda é longa!

 

WWW Para Freedom

Criação, direção e atuação: Esio Magalhães

Dramaturgia Tiche Vianna e Esio Magalhães

Técnico: Fernando Fubá

Produção executiva: Suzana Santos e Cau Vianna

Realização Barracão Teatro

 

Serviço:

Teatro Cit-Ecum

de 10 de janeiro a 23 de fevereiro

Sexta e sábados às 21h; Domingo às 20h

Classificação: 12 anos

Ingressos: De 10 de Janeiro a 23 de fevereiro todos os espectadores têm 50% de desconto no valor do ingresso. Des conto não cumulativo com meia entrada e outras promoções.

Endereço: Rua da Consolação – 1623 – Consolação

Telefone da bilheteria: 11 3255 5922

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