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Exposição de fotos encanta visitantes
Da Redação*
“Criativa e poética”.
“Simplesmente, bonita”. Diferente. Esses são alguns dos adjetivos utilizados pelo público para descrever a mostra fotográfica Panis & Circus: Retratos, uma das atrações do 1º FIC – Festival Internacional de Circo da Cidade de São Paulo, evento realizado de 11 a 15 de abril, no Parque Tietê.
Na exposição, um varal com 40 fotos (fixado em um aparelho de equilíbrio com suas banquetas e o fio de arame), 14 banners e 17 camisetas com imagens captadas sob a lona, na rua, em teatros, centros culturais e em festivais brasileiros e internacionais, além de reproduções de obras temáticas. A mostra presta homenagem aos protagonistas do circo contemporâneo e às artes inspiradas pela magia da cultura circense.
A produtora de vídeo e atriz, Francesca Romanato, 30 anos, afirma que está entusiasmada pela diversidade das cenas apresentadas na exposição. “Estudo palhaçaria e fiquei surpresa e encantada. Tem os palhaços com maquiagem e figurino escrachados e os que sequer usam nariz vermelho, e até são sóbrios no vestir. Tudo é possível nesse universo circense, até mesmo montar um circo no tórax.”
Alana Carolina Cavalcanti Maia, 23 anos, e Mariana Marques Lourenço, 27, estudantes da arte circense na Dialógos Acrobáticos, em São Bernardo, cidade do ABC paulista, pousaram em frente ao banner do Cirkopolis, vestidas com camisetas estampadas por figuras femininas. “Essas três imagens refletem o feminino, com o qual nos identificamos, e são também expressão do circo contemporâneo”. As imagens das camisetas são da equilibrista Maíra Campos, de Lúcia Tateishi, no Festival Mundial de Circo em BH (Minas) e de cena de Cirkopolis, do Fringe – maior festival de artes de rua em Edimburgo, na Escócia.
“Achei simplesmente bonita a exposição”, diz Ademir de Carvalho Gouveia, 33 anos, conferente. “Essas fotos também me fizeram lembrar dos bons tempos em que eu dava mortais e fazia malabares no Circo Escola em A.E. Carvalho, zona leste da capital”. Hoje, Ademir tenta “equilibrar as contas” porque perdeu, recentemente, o emprego. Seu filho, Edson Araújo Gouveia, 11 anos, estudante, escolheu no varal sua foto predileta: a moça pendurada pelos cabelos – que fez parte do Festival Brasil de Circo, em Recife (PE).
Giovanna Gonçalvez, 15 anos, e Sebastião Souza, 15 anos, estudantes, afirmam que a exposição é diferente: “criativa”, resumem. Os dois escolheram a camiseta do fotógrafo italiano Eolo Perfido, em Clownville, que fez parte do Festival Brasil de Circo, em Recife, como a mais bonita.
A psicóloga aposentada Vera Lúcia de Almeida, 77 anos, achou a exposição excelente. Pena que vá ficar pouco tempo. Daqui a pouco acaba o Festival que podia durar muitos dias mais.” Ela frequenta saraus de poesia em bibliotecas como a Biblioteca Alceu Amoroso e lê, em média, dois livros por semana. Um dos últimos que leu fala da magia que carrega o sentimento de gratidão.
A empresária Cristina Erlacher, 33, e sua filha Letícia Erlacher Klaes, 8 anos, escolheram como camiseta predileta a que foi criada para o FIC pela arquiteta Andrea Benozatti e traz a aramista Maíra Campos com sua saia de bailarina, vestida no ombro em lugar da cintura. “Achei a exposição superbacana e importante porque traz a arte circense – que mudou muito pelo que se vê nos Retratos – para perto do público.” Fotógrafa amadora, ela ajudou a repórter do P&C, com o mecanismo da máquina fotográfica.
O funcionário público Adilson José Santos, 49 anos, e suas sobrinhas, as gêmeas Julia e Beatriz Adorno dos Santos, 13 anos, gostaram muito da camiseta do artista Botero e seus personagens circenses rotundos; “Uma boa ‘invencionice’ expô-las em totens de madeira”.
O jornalista Jaime Pereira da Silva, 66 anos, e a médica Giselda Caputo, 30 anos, foram ver o FIC após ler reportagem à respeito no Estadão de sexta-feira, 13/4. Eles pararam em frente à camiseta que traz a gravura circense do artista plástico Inos Corradin. “Tenho reproduções dele”, conta Jaime. E Giselda também adquiriu um quadro do artista. Os dois foram em uma mostra na Galeria André, em que estava explícito o fascínio do artista pelos equilibristas.
Raul Périco e Sara Alves, estudantes de direito da faculdade Zumbi dos Palmares, definiram a mostra como “uma agradável surpresa” e posaram ao lado da camiseta do palhaço catalão Tortell Poltrona, que esteve no Festival Mundial de Circo, em Belo Horizonte.
Daniel Faustino, estudante de Administração de Empresas, da Faculdade Zumbi dos Palmares, gostou da exposição, principalmente, da foto da camiseta com o acrobata em cima de cópia da torre Eiffel – feita pelo fotógrafo do Panis & Circus, Asa Campos, durante o Festival de Demain, em Paris.
Evandro da Costa Favacho, funcionário público, e sua filha Maíra, são de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, vieram ver o FIC e gostaram exposição de fotos. Evandro fez uma brincadeira: “é de tirar o chapéu ou melhor de vestir a camiseta”.
Os retratos da exposição em alta definição são do acervo do site Panis & Circus feitos ao longo dos anos. Da magia à técnica, a mostra inédita é reflexo da produção pulsante e sensorial e da realização consonante com outras manifestações artísticas. A mostra foi apresentada na lona da bilheteria do festival que teve entrada gratuita.
Reconhecido portal de notícias sobre a cultura circense, o Panis & Circus apoia manifestações de artes contemporâneas vinculadas ao circo, como música, teatro, dança e artes plásticas.
O FIC foi desenvolvido desde o final do ano passado pela Secretaria Municipal de Cultura em parceria com a Associação dos Amigos do Centro de Memória do Circo e foi anunciado em uma coletiva de imprensa no dia 28 de fevereiro. Confira aqui qui os detalhes na entrevista exclusiva do secretário André Sturm ao Panis & Circus.
Panis & Circus: Retratos
Idealização: Fernanda Araújo
Curadoria de imagem: Bell Bacampos
Criação: Ágatha Marina Tibiriça e Andrea Benozatti
Execução: Carmelita Benozatti, Fernando Bonani e Braz Alves
Colaboração: Artinerant´s
*Bell Bacampos e Fê Bonani
Confira aqui para conferir a animação produzida com algumas das fotos do Festival.